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Incra participa de oficina no Chile sobre uso da terra na América do Sul
Santiago, no Chile, recebeu nos dias 4 e 5 de fevereiro (quarta e quinta-feira), a Oficina de Capacitação sobre Políticas Públicas para Acesso, Uso e Posse da Terra na América do Sul. O Incra foi um dos órgãos organizadores do evento, no âmbito do projeto de cooperação com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), junto à Confederação das Organizações de Produtores Familiares do Mercosul Ampliado – (Coprofam), com apoio da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar (Reaf) do Mercosul.
O objetivo do encontro foi construir ações estratégicas para melhorar políticas públicas que permitam a trabalhadores rurais acessarem recursos naturais, como terra, água e território, possibilitando a um maior número de famílias cultivar alimentos em sistemas sustentáveis e resilientes às mudanças climáticas.
Na abertura da oficina, ocorrida na quarta-feira (4), a diretora de Programas e Projetos Especiais e presidenta substituta do Incra, Débora Mabel, falou sobre o compromisso da autarquia com a cooperação internacional e reforçou o papel do instituto como formulador e executor das políticas públicas de acesso e permanência na terra.
“Estamos vivenciando desafios com a crise do clima cotidianamente. Nesse cenário, enfrentar as mudanças climáticas e a fome no continente exige avançar no debate sobre o uso da terra, fundamental para a produção de alimentos, a proteção dos territórios e a sustentabilidade dos meios de vida no campo”, considerou Mabel.
A mesa de abertura contou com a participação de representantes de instituições brasileiras e dos demais países do bloco Mercosul, da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), da FAO e de organizações da sociedade civil.
Atuação
A oficina também possuiu caráter preparatório para a Segunda Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (CIRADR+20), que será realizada em Cartagena, na Colômbia, entre 24 e 28 de fevereiro de 2026.
Os debates construídos durante a programação do evento contribuirão para qualificar posições regionais e consolidar a participação dos integrantes na conferência e as propostas relacionadas ao acesso à terra, à reforma agrária e à governança territorial nos países do Mercosul.
“Assim, buscamos fortalecer a atuação das lideranças e organizações participantes no diálogo com os governos, especialmente no acompanhamento de políticas de reforma agrária, em articulação com agricultores familiares, camponeses, povos indígenas, comunidades afrodescendentes e populações sem terra”, explicou a presidenta substituta do Incra.
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Assessoria de Comunicação Social do Incra
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