Notícias
NORMATIZAÇÃO EM SAÚDE
HUSM-UFSM contribui para atualização de norma nacional sobre atuação do enfermeiro perfusionista
Reunião online do grupo de trabalho responsável pela atualização da norma sobre atuação do enfermeiro perfusionista no país
Santa Maria (RS) – O Hospital Universitário de Santa Maria, da Universidade Federal de Santa Maria (HUSM-UFSM), integrante da Rede HU Brasil, participou da atualização da norma nacional que regulamenta a atuação do enfermeiro perfusionista no país. A contribuição ocorreu por meio da atuação do enfermeiro perfusionista do HUSM, Victor do Espírito Santo Rodrigues, integrante do grupo de trabalho responsável pela construção da Resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) nº 806, publicada em 31 de março de 2026.
A participação no processo de revisão da norma ocorreu a partir da experiência prática e técnico-científica do profissional, contribuindo para a definição de competências, atribuições e responsabilidades da especialidade. “A atualização busca garantir maior clareza na atuação do enfermeiro perfusionista, fortalecer a segurança do paciente e padronizar práticas em serviços de alta complexidade, especialmente em cirurgias cardiovasculares que utilizam circulação extracorpórea”, pontuou Victor.
A nova resolução reconhece o enfermeiro perfusionista como integrante da equipe cirúrgica em procedimentos que demandam suporte cardiopulmonar avançado. Também estabelece critérios objetivos para habilitação profissional, como formação específica e comprovação de experiência, contribuindo para a qualificação da assistência no Sistema Único de Saúde (SUS).
Na prática, a normativa organiza o trabalho desses profissionais, responsáveis por operar a circulação extracorpórea durante cirurgias cardíacas e outros procedimentos complexos. Essa tecnologia substitui temporariamente as funções do coração e dos pulmões, garantindo a oxigenação e a circulação sanguínea do paciente durante o procedimento.
Segundo a chefe da Unidade do Sistema Cardiovascular do HUSM, Luiza Cremonese, “Além de fortalecer tecnicamente a profissão, a atualização da norma também gera impactos positivos na rede HU Brasil. A medida favorece melhorias nos processos de admissão de enfermeiros perfusionistas concursados, ampliando a segurança jurídica e padronizando critérios. Com isso, promove-se maior eficiência na contratação e maior valorização desses especialistas no sistema público de saúde”.
Qualificação profissional e segurança do paciente
A resolução do Cofen detalha as competências do enfermeiro perfusionista, incluindo o planejamento, a instalação e o monitoramento de sistemas de circulação extracorpórea, além da atuação em tecnologias como Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO), dispositivos de assistência circulatória e perfusão de órgãos para transplante. Também reforça a necessidade de atuação contínua durante os procedimentos, como medida de segurança do paciente. Ao estabelecer parâmetros mais claros para a prática, a normativa contribui para reduzir riscos, organizar fluxos de trabalho e garantir maior previsibilidade nos cuidados prestados em ambientes de alta complexidade no SUS.
Para Victor, “A atualização da norma reforça de forma significativa a necessidade de uma formação sólida e consistente para o profissional que atua com circulação extracorpórea. Na prática, isso se traduz na exigência de uma base teórica robusta aliada, principalmente, a uma carga horária prática elevada”. E destacou que essa exigência dialoga diretamente com a complexidade dos procedimentos realizados: “Essa vivência prática é essencial para que o profissional desenvolva habilidades técnicas, raciocínio clínico e segurança na tomada de decisões em um ambiente altamente crítico”.
Segundo o enfermeiro perfusionista do HUSM, o impacto dessa formação qualificada é percebido no cotidiano assistencial. “Com isso, o cotidiano passa a contar com profissionais mais preparados, o que contribui diretamente para a redução de riscos e para a melhoria da qualidade assistencial”, pontuou. A organização mais clara das atribuições também favorece a atuação integrada das equipes e fortalece a segurança do paciente em procedimentos que exigem precisão técnica e tomada de decisão contínua.
Além disso, Victor destacou que “Um dos principais desafios enfrentados durante a construção da nova resolução foi justamente corrigir fragilidades da norma anterior, especialmente no que diz respeito à formação do profissional. Esse era um ponto crítico que impactava diretamente a segurança da assistência”. A partir desse diagnóstico, o grupo de trabalho direcionou esforços para qualificar os critérios estabelecidos: “Houve um foco muito claro na estruturação de critérios mais rigorosos e bem definidos para a formação e qualificação do profissional de circulação extracorpórea”.
Como resultado, a nova resolução consolida avanços importantes para a prática profissional e para a segurança do cuidado. “Esse direcionamento fortalece a padronização, eleva o nível de preparo dos profissionais e, consequentemente, contribui de forma significativa para a segurança do paciente, que é o objetivo central de toda a atualização normativa”, ressaltou. O enfermeiro também frisou: “O texto construído demonstrou tamanha consistência técnica e alinhamento com as necessidades da prática que foi aprovado sem ressalvas na plenária do Cofen, o que reforça a sua robustez e a confiança institucional na proposta apresentada”.
Sobre a HU Brasil
O HUSM-UFSM faz parte da Rede HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.
Por Andreia Pires
Coordenadoria de Comunicação Social/Rede HU Brasil