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SOLIDARIEDADE
Seja a gota que faltava: banco de sangue do HUSE-Unirio reforça chamado a doadores
Na Rua Sacadura Cabral, poucos metros após a entrada principal do Hospital Universitário dos Servidores do Estado (HUSE-Unirio), há uma porta de vidro que recebe diariamente pessoas dispostas a salvar vidas. É ali que funciona o banco de sangue, também chamado de hemonúcleo, um setor de enorme importância para qualquer hospital. Lá dentro, entre poltronas vermelhas e pranchetas com fichas de atendimento, os cartazes nas paredes fazem um convite: “Seja a gota que faltava”.
Com a chegada do Junho Vermelho, o incentivo à doação de sangue está sendo reforçado em todo o país; no HUSE, a pauta também é urgente. O responsável pela captação de doadores do banco, José Roberto do Patrocínio, destaca que todos os tipos de sangue são bem-vindos: “nós precisamos de, no mínimo, trinta doadores por dia, pois aqui no hospital há muitos pacientes oncológicos e hematológicos, além de muitas cirurgias”, explica. Para ele, os maiores entraves nesse sentido são a falta de divulgação e os mitos em relação a supostos riscos. “A doação de sangue é um processo muito seguro, com medidas de assepsia e testes sorológicos”, explica ele.
Por que doar?
Muitas vezes, a importância de um pequeno gesto de doação pode acabar passando despercebida. De acordo com a médica responsável pelo banco de sangue do HUSE, Débora Vidal, uma única doação de sangue total (o tipo mais comum) pode beneficiar até quatro pessoas após o processo de separação dos componentes sanguíneos. “E os pacientes que precisam de transfusão dependem exclusivamente da solidariedade dos doadores”, aponta ela.
Segundo Débora, é comum que alguém chegue ao banco de sangue pela primeira vez para ajudar um familiar ou amigo em um momento difícil e, após passar pela experiência e entender como ela pode salvar vidas, retorne espontaneamente para doar de novo, mesmo sem conhecer quem será beneficiado. “Ver alguém transformar um gesto motivado por uma necessidade específica em um compromisso contínuo de solidariedade é algo muito gratificante para toda a equipe. Se você pode doar, transforme esse gesto em um hábito”, diz ela.
É esse o caso de Arismar Lúcio da Rocha, que fez sua primeira contribuição ao banco do HUSE recentemente, mas já vinha doando havia anos em outros locais. “Doar sangue é uma coisa muito boa que você faz pelo amor ao próximo, independentemente de conhecer a pessoa ou não”, afirma ele.
Quem pode doar?
Para ser um doador, é preciso observar alguns requisitos:
- Apresentar documento emitido por órgão oficial com foto;
- Não estar em jejum e ter evitado alimentos gordurosos nas 4 horas antes da doação;
- Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas antes da doação;
- Ter repousado pelo menos 6 horas na noite anterior à doação;
- Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos com autorização do responsável);
- Ter respeitado um intervalo mínimo entre as doações (60 dias para homens, 90 dias para mulheres e 6 meses para maiores de 60 anos);
- Pesar entre 50 e 130 kg;
- Não estar grávida ou amamentando;
- Não ser usuário de drogas;
- Não ter recebido transfusão de sangue nos últimos 12 meses;
- Não ter sido diagnosticado com hepatite após os 10 anos de idade;
- Não apresentar processos infecciosos no momento da doação e não estar em uso de antibiótico;
- Não ter tido contato sexual com pessoas que tenham situação de risco para doenças sexualmente transmissíveis;
- Não ter colocado piercing ou feito tatuagem nos últimos 6 meses (no caso de piercing em órgão genital ou cavidade oral, só é permitida a doação após 12 meses da retirada).
Débora Vidal observa que, em caso de dúvida em relação a alguma outra questão, vale a pena conversar com a equipe do banco de sangue. “Algumas condições médicas e tratamentos precisam ser avaliados durante a triagem, que é realizada justamente para garantir uma doação segura para todos os envolvidos”, complementa a médica.
“Um equívoco comum é pensar que ter hipertensão ou diabetes impede automaticamente a doação de sangue, por exemplo. Na verdade, muitas pessoas com essas condições podem ser consideradas aptas após a avaliação. Por outro lado, algumas pessoas não sabem que determinados procedimentos estéticos, cada vez mais comuns atualmente, podem impedir a doação de sangue por um período temporário, mesmo quando realizados em clínicas ou consultórios. Por isso, é importante informar durante a triagem”, conclui.
Onde doar?
Endereço: Rua Sacadura Cabral, 178, Saúde, Centro, Rio de Janeiro/RJ (entrada pela esquina com a rua Souza e Silva)
Horário de funcionamento: De segunda a sexta, de 07h30 às 16h
Telefone: 2291-3131
Sobre a HU Brasil
O HUSE-Unirio é resultado da fusão entre o Hospital Federal dos Servidores do Estado e o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, e faz parte da Rede HU Brasil desde dezembro de 2025. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Paula Lemos
Coordenadoria de Comunicação Social da HU Brasil