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REGISTROS DE AFETO
HUGG promove ações de humanização com mães e bebês internados na semana do Dia das Mães
Na semana em que se celebra o Dia das Mães, o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG-Unirio), por meio da Comissão de Humanização e da Unidade de Desenvolvimento de Pessoal (UDP), realizou ações que reforçam o vínculo entre mães e filhos em momentos delicados da hospitalização. As atividades, realizadas entre os dias 5 e 8 de maio, incluíram sessão fotográfica nas unidades pediátricas e neonatais e apresentações musicais nas enfermarias e ambulatórios, promovendo acolhimento e memórias afetivas em meio ao ambiente hospitalar.
Na ação do dia 5, mães internadas com seus filhos na UTI Neonatal, na pediatria e na maternidade puderam participar de ensaios fotográficos gratuitos com seus bebês. As imagens foram registradas pela assistente social e fotógrafa Mariana Flores, profissional vinculada à Unirio. “Registrar o amor é o que me move para fotografar, mas o Projeto Florescer faz com que isso aconteça de uma forma única. No Dia das Mães, poder estar com famílias que celebram e lutam pela vida e pelo amor e ainda entregar para elas o registro da força e da união que estão construindo foi muito especial”, contou Mariana. “Agradeço imensamente pela confiança, oportunidade e aprendizado”.
A proposta, além do gesto simbólico de valorização da maternidade, foi oferecer um registro sensível de um momento marcante. Para a presidente da Comissão de Humanização, Priscila Cassemiro, a ação resgata a importância da memória afetiva em um contexto muitas vezes atravessado pela dor. “Na ação de Natal, uma das crianças fotografadas com sua mãe faleceu no dia seguinte. E aquela imagem se tornou o último registro daquela vida em família. O que fizemos agora é, mais uma vez, eternizar esse afeto, mesmo quando breve”, explicou.
Um dos registros mais simbólicos ocorreu quando uma menina autista, que costuma evitar contato físico, surpreendeu a todos ao dar um beijo na mãe durante o ensaio. “A mãe se emocionou muito, disse que aquilo nunca acontecia. Ela ficou feliz de ter aquele momento capturado, e isso reforça ainda mais o sentido da ação”, destacou Priscila.
As atividades foram também um marco para os estudantes da Unirio que integram o projeto de extensão Florescer, voltado à promoção da humanização no hospital. “Foi incrível. Ver as mães se preparando para as fotos, as famílias se organizando, me fez perceber que aquilo era muito mais do que um simples registro. É algo que pode marcar para sempre a história daquela mãe, daquela criança”, contou Daniel Genuncio, estudante de Enfermagem. Para ele, participar da ação foi também um momento de reencontro com o sentido do cuidado. “Esses detalhes da humanização acabam se perdendo na rotina técnica. Reavivar isso é sensacional”.
Para a aluna Isabela Cabral, recém-chegada ao projeto, o contato com as mães e bebês foi transformador. “Dei a sorte de minha primeira participação ser numa ação tão especial. Voltei pra casa radiante”.
No dia 6, a ação seguiu com apresentações musicais nas enfermarias e nos ambulatórios, levando som e leveza a pacientes e acompanhantes. Já no dia 8, a programação incluiu uma palestra voltada a mães colaboradoras do hospital. A proposta da atividade era refletir sobre os desafios da maternidade e a necessidade de as mães terem sua saúde física e mental como prioridade, mesmo após o nascimento dos filhos.
Segundo Priscila, a ideia da palestra foi promover essa reflexão e prover essas mães de orientações práticas para tornar o autocuidado não uma abstração distante, mas uma realidade possível no dia a dia. “Meu desejo para as mães do HUGG nesse Dia das Mães é que elas sejam mães que cuidam e que também se cuidam. Mães que entendem que, para viver a alegria e os grandes desafios da maternidade, é importante e necessário olharmos também para nós enquanto alvo de cuidado e afeto”, destacou.
A mensagem reforça ainda que muitas mulheres adoecem pelo excesso de atribuições, pelo estresse crônico e por não se colocarem como prioridade. “Muitas vezes, as mães lutam, com sentimentos de culpa, por sentirem que nunca estão fazendo o suficiente, vivem colocando suas próprias necessidades de saúde e cuidado em segundo plano. O problema é que não se dão conta de que quanto mais saudável uma mãe está, mais fácil será gerenciar a infinidade de coisas que envolve ser mãe hoje em dia. E isso lembrando que, quando falamos de saúde, estamos pensando em saúde integral — em uma mãe que está bem fisicamente sim, mas também emocionalmente, que tem energia, que tem força e alegria de viver pra ser a melhor mãe que ela pode ser, mas também ser mulher, ser profissional, filha, esposa e o que mais ela for”.
Sobre a Ebserh
O Hospital Universitário Gaffrée e Guinle faz parte da Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Felipe Monteiro
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh