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OFTALMOLOGIA
Carteira de identificação devolve cidadania a pacientes de baixa visão
Profissionais do Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Deficiência Visual, do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), usam um instrumento simples para devolver a cidadania a pacientes, carteirinha de identificiação, para os que enxergam muito pouco e têm direito a prioridades garantidas por lei a deficientes visuais. O Hospital é gerenciado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Cerca de 50 pacientes de baixa visão que participam do grupo terapêutico " O que os Olhos não Veem" receberam carteirinhas de identificação confeccionadas pela equipe do hospital. O papel plastificado foi feito a pedido dos próprios integrantes do grupo. São pacientes que enxergam pouco, não são cegos, mas têm dificuldades em conseguir prioridade de atendimento em repartições e em filas no comércio.
Não é documento oficial ou dá direito a gratuidade em ônibus, mas ajuda a garantir direitos.
"A carteirinha tem informações como endereço e número de telefone para o caso de se perderem ou passarem mal", disse o enfermeiro Edgar Lisboa, da Unidade do Centro de Visão e um dos organizadores do grupo terapêutico.
Há três anos, todos os meses, os pacientes com baixa visão se reúnem no Ambulatório da Oftalmologia do Hucam para partilhar histórias e receber informações de qualidade sobre doenças que, se não tratadas adequadamente, podem evoluir para a cegueira.
"A intenção é proporcionar a convivência entre os pacientes e distribuir informação sobre saúde para melhorar a adesão deles ao tratamento", explicou Lisboa.
A visão subnormal ou baixa visão ocorre quando há uma grande perda da visão (restando capacidade abaixo de 20% nos dois olhos), mas com alguma funcionalidade preservada. Segundo Relatório do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, cerca de quatro milhões de pessoas sofrem deste mal.