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ATUAÇÃO
Farmácia Hospitalar do HUAP é composta por profissionais que trabalham de forma multidisciplinar
O Dia Nacional da Farmácia é comemorado em agosto. E já que este é um setor fundamental para o funcionamento de uma unidade de saúde, trazemos um pouco sobre a atuação da Farmácia Hospitalar do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP). São cerca de 60 profissionais, que trabalham em diferentes unidades, atuando em Dispensação, Abastecimento e Farmácia Clínica. O Chefe do setor, Fernando Ferreiro, explica sobre as características e como o todo se complementa:
- Na Dispensação tem incluída a farmácia ambulatorial, a dispensação interna, o centro cirúrgico, a manipulação de quimioterápicos e o fracionamento. É uma área que compreende o hospital como um todo. No Abastecimento é por onde entra e é processado qualquer medicamento no hospital, dando resposta à Administração quanto a custos, consumo, previsões, etc. Já a Farmácia Clínica tem por objetivo interagir multidisciplinarmente com os outros setores, resolvendo questões desde prescrições até interações medicamentosas, sempre tendo como fim o paciente.
A Dispensação atende todas as unidades de internação, além dos setores de exame e os ambulatórios. Por dia, são recebidas cerca de 200 prescrições, sendo dispensados quase três mil itens de fracionamento. No mês, as prescrições chegam a cinco mil. Nesses números não estão contabilizados os da emergência, onde é bem mais indefinido o quantitativo de usuários que serão atendidos em cada dia. De acordo com a farmacêutica da Dispensação, Carolina Mesquita, essa é uma área que compreende todo o hospital em termos de assistência.
- Todo controle de medicamentos do hospital tem como resultado a dispensação. E o valor dela é que estipula todos os consumos que o HUAP pode ter. Há um grande número de medicamentos espalhados pelo hospital que temos que controlar, em termos de validade, quantidade e reposição. Tudo fica por conta dessa unidade. A interface maior é entre enfermagem e os médicos. O fracionamento interno também fica sob responsabilidade da Dispensação, além das manipulações de quimioterápicos, que hoje são da ordem de 60 a 80 por dia. É uma movimentação bem intensa -, complementa Carolina.
A farmácia ambulatorial é onde constam os sete programas de doenças crônicas transmissíveis e não transmissíveis em que o HUAP atua de maneira medicamentosa. São eles: Oncologia, que é, atualmente, o maior programa; Alzheimer; Parkinson; Hepatites Virais, nas quais o hospital é polo de referência em atendimento; Diabetes; HIV (Aids); e Tabagismo. Segundo a farmacêutica da unidade, Flávia Almeida, em média, hoje são atendidos no hospital dois mil pacientes por mês que estão inclusos nestes programas.
- É um atendimento complexo porque é um público de pacientes que tem com a gente uma relação de continuidade, já que são doenças crônicas. Ou seja, todo mês ele está aqui na farmácia. O usuário do medicamento é cadastrado no sistema e retira mensalmente a quantidade que necessita para o seu tratamento. No ano passado, fizemos mais de 20 mil atendimentos e repassamos à população mais de oito milhões em medicamentos que recebemos do Ministério da Saúde – reforça Flávia.
Presença de farmacêuticos em setores auxilia na verificação das prescrições
Outro trabalho é o da Farmácia Clínica, que está dentro de alguns setores: CTI, Clínica Médica Feminina, Clínica Médica Masculina e Hematologia. O objetivo é poder auxiliar na verificação, tendo um olhar da área em relação às prescrições medicamentosas. Sendo assim, em cada clínica fica um farmacêutico à frente de uma equipe multiprofissional, exercendo a função de melhorar a interface entre Farmácia Hospitalar e esses outros profissionais. O foco é levar ao usuário o melhor atendimento e acompanhamento.
- Com a nossa equipe alocada nos setores, conseguimos resolver mais de perto diversos problemas relacionados a medicamentos. É uma forma de inserir a farmácia neste âmbito, já que antes ficava um pouco mais separada. Dentre as atividades, fazemos desde a avaliação da prescrição à posologia, além de ajustes doses, esquema terapêutico indicado para cada doente e, por fim, as interações medicamentosas, checando se determinado medicamento está sendo efetivo para aquele paciente -, esclarece a farmacêutica da Farmácia Clínica, Marcela Salles.
Por fim, há o Abastecimento. É nele que ficam guardados todos os medicamentos, e através dele que são dadas informações administrativas do hospital em relação aos custos dos remédios. Isso porque, os pedidos são realizados a partir de quanto o hospital consome, sendo feito o orçamento para o período de um ano. Para 2021, foi estimado em torno de 10 milhões de reais. Os medicamentos são adquiridos pelo hospital por compra ou recebidos por repasse das Secretarias de Saúde Municipal, Estadual e do Ministério da Saúde.
Unidade de Comunicação Social (UCS)