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NOTA DE ESCLARECIMENTO
Em resposta à matéria publicada, sob o título “Com leitos bloqueados, Antonio Pedro tem superlotação"
“Com leitos bloqueados, Antonio Pedro tem superlotação"
NOTA DE ESCLARECIMENTO
NOTA AO JORNAL “O FLUMINENSE”, em resposta à matéria publicada no site, em 21/03/19, às 15h57, sob o título “Com leitos bloqueados, Antonio Pedro tem superlotação”, prestamos os seguintes esclarecimentos:
O Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap/UFF), por meio da Superintendência, esclarece que aumentou em 12% o número de leitos ativos no período entre 2016 e 2018. Isso demonstra que o Huap permanece em expansão no número de leitos, assim como na melhoria da produção ambulatorial (12%), internações (14%) e procedimentos cirúrgicos (71%) no mesmo período (fontes: DataSUS/TabWin e MV).
O hospital universitário faz parte da rede SUS e que nunca será a vontade desta Superintendência e da sua Governança em diminuir leitos de internação. Estamos na busca da plenitude da capacidade instalada hospitalar e, assim, atender a um maior número de usuários do SUS.
A matéria erroneamente informa que o Hospital Universitário, de Niterói, encontra-se com “16 leitos de CTI, seis estão bloqueados e três ocupados”. De fato, o Centro de Tratamento de Terapia Intensiva (CTI) do hospital universitário tem capacidade de 16 leitos e este espaço está em obra, para melhorias estruturais e melhor atendimento a população. Os 10 leitos ativos estão hoje funcionando em um espaço da expansão do CTI. Outro ponto a ser questionado: “que apenas três dos dez leitos disponíveis estão sendo usados na Unidade Coronariana”. Na verdade, a Unidade Coronariana tem sete leitos ativos que também recebe pacientes de cirurgias cardíacas, angioplastias, entre outros.
É uma falha grave considerar que o número de leitos em funcionamento na Unidade Intensiva Neonatal: “só dois dos oitos leitos funcionam”. O Hospital Antonio Pedro, na sua Unidade Intensiva Neonatal, comporta 10 leitos de Unidade Intermediária, seis leitos de UTI e quatro que utilizam o método “canguru”.
Emergência “superlotada” & Evolução do Huap
A falta de leitos no SUS de porta de saída para os pacientes oncológicos, fora de possibilidade terapêutica e em cuidados paliativos gera a emergência “lotada” do Hospital Universitário. Vale ressaltar que o Huap é o único hospital público na Região Metropolitana II que atende pacientes oncológicos.
Já a evolução do Antonio Pedro resultou em muitos ganhos para a população local como os exames de cateterismo, angioplastia, como a instalação no novo angiógrafo, entre outras melhorias. Por exemplo, em outubro de 2018, foi implantado um projeto de gestão clínica chamado “Kanban”, que reduziu o tempo médio de permanência da clínica médica masculina e feminina. Isso impactou no aumento no número de internações destas clínicas em 33% (média).
Médicos especializados
A afirmação de que os atendimentos no setor de emergência são feitos por médicos não especializados em terapia intensiva não procede, já que a legislação não exige titulação em terapia intensiva para atuar neste setor. Ainda assim, ressaltamos que toda a equipe do setor de emergência tem larga experiência neste tipo de atendimento.
Anestesistas no Huap
A matéria informa que o Huap mantém em sua estrutura apenas quatro anestesistas. Na verdade, o quadro é composto por 34 profissionais médicos anestesistas. Além disso, este profissional atua não apenas nas cirurgias, como também são solicitados em procedimentos tais como: endoscopias, exames de ressonâncias magnéticas, entre outros.
Diante de tais argumentos, o Huap acredita que o jornal “O Fluminense” copiou na íntegra o informe no site do CREMERJ, sem reflexão, apuração ou conhecimento do seu editor/chefe. O mesmo deve ter acontecido na publicação do informe do CREMERJ, sem consentimento de instâncias superiores sobre a possível repercussão negativa dos fatos narrados na nota divulgada. A análise crítica destrutiva não leva a melhoria das políticas públicas responsáveis.
Niterói, 22 de março de 2019.
Tarcisio Rivello
Superintendente do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap)
MATÉRIA PUBLICADA NO SITE DO JORNAL “O FLUMINENSE”, em 22/03/19, às 20h06, EM RESPOSTA À NOTA DE ESCLARECIMENTO, sob o título “HUAP nega informações de vistoria realizada pelo CREMERJ”
Segundo Tarcisio Rivello, unidade está investindo em novos leitos e equipamentos
O superintendente do Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), Tarcisio Rivello, disse que aumentou em 12% o número de leitos ativos na unidade entre 2016 e 2018. A declaração vai na contramão do constatado pela fiscalização do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), que encontrou apenas 65% dos leitos da unidade disponíveis e informou que o hospital enfrenta uma superlotação, com pessoas internadas nos corredores.
Segundo a equipe de fiscalização do Conselho, que vistoriou o Antonio Pedro na última quarta-feira, 100 dos 290 leitos estão bloqueados. A vistoria foi acompanhada pela diretora Rafaella Leal e o defensor público da União Bernard dos Reis Alô.
Rivello negou a informação de que, dos 16 leitos de CTI, seis estão bloqueados e três são ocupados por pacientes de tratamento prolongado. De acordo com o superintendente do hospital, entre 2016 e 2018, a produção ambulatorial cresceu 12%, as internações tiveram um aumento de 14% e os procedimentos cirúrgicos aumentaram 71%.
“De fato, o CTI tem capacidade de 16 leitos e este espaço está em obra. Os 10 leitos ativos estão atualmente funcionando em um espaço da expansão do CTI”, rebateu Tarcisio.
Sobre a observação do Cremerj de que apenas três dos 10 leitos disponíveis estarem sendo usados na Unidade Coronariana, Rivello disse que o setor tem sete leitos ativos, que também recebem pacientes de cirurgias cardíacas, angioplastias, entre outros.
“É uma falha grave considerar que o número de leitos em funcionamento na Unidade Intensiva Neonatal: ‘só dois dos oitos leitos funcionam’. O Antonio Pedro, na sua Unidade Intensiva Neonatal, comporta 10 leitos de Unidade Intermediária, seis leitos de UTI e quatro que utilizam o método ‘canguru’”, declara o superintende, contestando a vistoria do Cremerj.
A superlotação – fiscalização encontrou pacientes internados nos corredores - foi justificada pelo gestor pela “falta de leitos no SUS de porta de saída para os pacientes oncológicos, fora de possibilidade terapêutica e em cuidados paliativos” que, segundo ele, resulta na emergência lotada.
De acordo com o Cremerj, no momento da vistoria, havia pacientes graves internados, atendidos por médicos não especializados em medicina intensiva. Rivello, no entanto, disse que a legislação não exige titulação em terapia intensiva para atuar neste setor.
“Ainda assim, ressaltamos que toda a equipe do setor de emergência tem larga experiência neste tipo de atendimento”, informou Tarcisio.
O Conselho também disse que faltam anestesistas e informou que a própria direção da unidade concordou. Mas, nesta sexta-feira (22), Rivello contestou a afirmação do Cremerj sobre a estrutura com apenas quatro profissionais da área.
“Na verdade, o quadro é composto por 34 profissionais médicos anestesistas. Além disso, este profissional atua não apenas nas cirurgias, como também são solicitados em procedimentos tais como: endoscopias, exames de ressonâncias magnéticas, entre outros”, justificou.
Durante a vistoria, a equipe do Cremerj ainda disse ter sido hostilizada por Tarcisio Rivello e pelo diretor médico, Roberto Carlos Barcello. Segundo o Conselho, eles se negaram a repassar alguns dados.