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Dia Mundial da Segurança do Paciente no HUAP é marcado por roda de conversa e conscientização
O Dia Mundial da Segurança do Paciente é comemorado em 17 de setembro e traz um novo tema a cada ano. Em 2021, o foco foi no cuidado materno e neonatal, especialmente durante o parto. O slogan “Aja agora para um parto seguro e respeitoso” chama a atenção para um assunto muito importante, que foi tratado em uma roda de conversa realizada pelo Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), na última sexta-feira (17). De acordo com a médica obstetra do HUAP, Penha Rocha, o momento é muito importante para a troca entre profissionais e pacientes:
- Para nós, como profissionais, é fundamental porque conseguimos entender o nosso processo de trabalho, se está sendo adequado ou não. Temos que entender se a forma como atuamos repercute bem nas mulheres que atendemos. Então, vale a pena termos essa conversa e o retorno das pacientes. Para elas, acho que é um espaço para que se sintam seguras, onde podem falar o que precisam e perguntar coisas que não ficaram bem esclarecidas. Fora que a experiência de uma ajuda na experiência da outra. É uma troca mesmo.
A data é fundamental para aumentar a conscientização global, envolver as partes interessadas e buscar estratégias eficazes e inovadoras para a segurança. Além disso, adotar melhores práticas no local de atendimento previne riscos e danos aos quais mulheres e recém-nascidos estão expostos durante o parto. Por meio do envolvimento de todos (paciente, família e profissionais) no cuidado e na prestação de serviços qualificados em ambientes de apoio, é possível atuar com efetividade. Isso só pode ser alcançado com a adoção de sistemas de saúde abrangentes.
Roda de conversa marca data e fecha Semana da Segurança no HUAP
Para fechar a semana e marcar a data, a equipe multiprofissional da Maternidade realizou uma roda de conversa. O objetivo foi disponibilizar às usuárias um espaço que permite acompanhamento a partir de abordagens de assuntos relacionados ao aleitamento materno, planejamento reprodutivo, rotina da maternidade, direitos e benefícios sociais, entre outros que são trazidos pelas próprias participantes. Por conta da pandemia de Covid-19, apenas pacientes que já estavam no hospital neste dia puderam participar, a fim de não gerar aglomeração.
- A ideia é fortalecer vínculos afetivos e promover a socialização entre gestantes e puérperas internadas, no sentido de construir e reconstruir valores, informações, orientações e cuidados inerentes à saúde da mulher e do recém-nascido na maternidade. Dessa forma, são promovidas trocas de experiências, tornando produtivo o tempo de permanência no âmbito hospitalar desde a internação até a alta, refletindo sobre implicações derivadas desse período e, consequentemente, transformando esse momento em algo acolhedor e humanizado. -, explica a assistente social do HUAP, Valéria Pimenta.
A roda de conversa contou com a participação de profissionais da Maternidade, além de três puérperas e uma acompanhante. Daiane da Silva foi uma das mães presentes. Na última semana, ela deu à luz os gêmeos Valentina e Davi Vicente, de parto normal. Segundo ela, a roda foi fundamental para ouvir histórias de outras pacientes e compartilhar a dela: “a equipe foi maravilhosa, me deu suporte, teve muita paciência comigo e não me deixou sozinha em nenhum momento. Fui realmente acolhida. Estou muito satisfeita com o atendimento e com o que passei com meus filhos no HUAP”.
A roda de conversa vem se desenvolvendo na Maternidade pela equipe multiprofissional, sendo uma das ações previstas no projeto de intervenção do Serviço Social da Obstetrícia. O “Papeando com elas” está em conformidade com as Diretrizes do Humaniza SUS e objetiva uma abordagem ampliada de saúde, com intervenções que considerem as esferas biológica, psicológica e social. A execução do projeto se dá na consolidação de diálogos com temáticas diversas, fortalecendo uma rede interna solidária e humanizada de troca e suporte mútuo. A Roda ocorre uma vez por semana, sob a coordenação de Penha Rocha.
Outra paciente que participou da reunião foi Isabela Gouvêa Murta, que estava acompanhada da mãe. Na conversa, Isabela teve a oportunidade de compartilhar sua história: ela chegou ao Antônio Pedro para ver como estava um mioma e para avaliar o baixo peso que estava indicando o bebê. O que ela não imaginava era que no mesmo dia ela faria uma cesárea e o filho Mathias viria ao mundo. Com poucos dias de vida, o menino está bem e saudável. Agora, Isabela aguarda para poder voltar e retirar o mioma.
- O parto do Mathias não foi programado, foi de surpresa. Eu acredito que foi na hora certa, a equipe fez o que achou melhor para o momento. Eu vim confiante e sem nenhuma dúvida de qualquer procedimento que precisei fazer, porque aqui sempre tive o diálogo. Eu estava com um mioma grande e tive umas complicações durante o parto. Mas a equipe e o hospital em si foram excelentes. Pela primeira vez precisei usar o Antônio Pedro e foi uma experiência muito boa. Fui bem assistida, acolhida e cuidada -, comenta Isabela.
Números da OMS mostram alta mortalidade por causas evitáveis
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 810 mulheres morrem todos os dias de causas evitáveis relacionadas à gravidez e ao parto. No caso dos recém-nascidos, são cerca de 6.700 diariamente, o que representa 47% de todas as mortes de menores de cinco anos. Quase 2 milhões de bebês nascem mortos todo ano, com mais de 40% ocorrendo durante o trabalho de parto. Para a Chefe Substituta do Setor de Gestão da Qualidade e Vigilância em Saúde, a farmacêutica Priscilla Monteiro, os números mostram uma situação que pode ser diferente se houver comunicação, reflexão e discussão para que se tenha melhoria dos processos assistenciais:
- Trata-se de um momento para refletir sobre as ações que estão sendo realizadas a fim de manter a segurança durante a realização dos partos. Além disso, pensar em propostas de aprimoramento do cuidado materno e neonatal. A assistência à saúde do paciente envolve práticas e estudos que devem buscar reduzir os riscos que causem danos, como, por exemplo, as infecções. Para isso, precisamos considerar o paciente como centro do cuidado. A escuta deve ser sempre priorizada e preservada. Além disso, é de extrema importância o engajamento da equipe multiprofissional associado à prática diária das diretrizes de qualidade e segurança do paciente.
O Dia Mundial da Segurança do Paciente foi estabelecido em 2019 para melhorar a compreensão global de segurança, aumentar o engajamento público e reduzir os danos aos pacientes. Pensando no tema deste ano, é importante reforçar que a Aliança Nacional para o Parto Seguro e Respeitoso reúne segmentos interessados, para que possam ser estabelecidos diálogos com toda a população em prol da redução da mortalidade materna e neonatal e da garantia de direitos básicos para o parto e para o nascimento no país.
Unidade de Comunicação Social (UCS)