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HU-UFJF realiza pesquisa de clima organizacional com colaboradores
Em novembro começa a Pesquisa de Clima Organizacional no Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF/EBSERH). Organizada e conduzida pela equipe da Divisão de Gestão de Pessoas da instituição (DivGP), tem como objetivo avaliar a satisfação dos funcionários em relação a diferentes fatores. Como explica a responsável pela DivGP, Marilene Fernandes de Oliveira, “a pesquisa de clima é uma meta dentro do Plano de Diretor Estratégico e vai subsidiar a Política Interna de Gestão de Pessoas, com o objetivo de tentar melhorar internamente as relações, os conflitos e o clima organizacional”.
A pesquisa vai apurar pontos fortes, deficiências, expectativas e aspirações. A partir disso, irá definir planos de ação para garantir a integridade física e psicológica dos trabalhadores, visando promover um ambiente saudável em que possam exercer suas funções da melhor maneira possível.
Conhecer a visão do colaborador é fundamental, ressalta Marilene, “porque a partir disso nós vamos fazer as nossas intervenções, naquilo que a gente precisa melhorar. Na minha visão, a opinião, o sentimento, a motivação, a satisfação e a insatisfação sendo pontuados e verbalizados de alguma forma são formas de tentar fazer dos indicadores ações para melhorias. O envolvimento dos colaboradores é muito importante para a gente ter essa visão e saber o que pode melhorar”. Ela também destaca ser fundamental o envolvimento das chefias com relação à pesquisa: “As chefias têm que ‘comprar essa ideia’ conosco, e incentivar a participação dos colaboradores”, acrescenta.
Para a psicóloga do HU-UFJF e responsável técnica do projeto da pesquisa, Caroline Terror Teixeira, a pesquisa de clima é uma ferramenta de gestão muito utilizada em empresas realmente preocupadas com a gestão estratégica de pessoas, que a aplicam periodicamente. Dessa forma, tendo um diagnóstico mais preciso da situação, “vamos conseguir agir de uma forma mais eficaz, poupando energia e tempo, agir em cima do que é realmente necessário. Nós precisamos de dados para trabalhar em cima de indicadores. Muitas vezes temos determinadas impressões, mas que não configuram a realidade. Se não colhermos as informações, não vamos saber fazer o certo, vamos ficar realizando ações que podem ou não estar ligadas aos problemas que realmente impactam a qualidade de vida das pessoas e influenciam no ambiente de trabalho”, assegura.
Fernanda Ferreira de Sousa, residente em Gestão Hospitalar e gerente do projeto de pesquisa de clima, lembra que todos ganham com a melhoria do ambiente. “A pesquisa não só ajuda a melhorar a satisfação, a relação entre as pessoas, mas contribui para a instituição, porque tendo um clima bom as coisas fluem melhor. As pessoas se tornam mais produtivas e motivadas”.
Importante destacar, ainda, segundo a psicóloga Caroline Terror, que a pesquisa serve não só para identificar questões e serem melhoradas: “Precisamos não apenas conhecer os aspectos ruins, mas ver pontos positivos, que impactam positivamente no ambiente de trabalho, para continuar no caminho que está dando certo”.
As etapas da pesquisa
A primeira etapa será uma pesquisa quantitativa aplicada por meio de questionários anônimos autoaplicáveis. Essa coleta de dados será realizada junto aos trabalhadores de todos os vínculos (EBSERH, Residentes, Regime Jurídico Único e Terceirizados), áreas (Ensino e Pesquisa, Administrativa, Atenção à Saúde e Superintendência) e turnos (diurno, diurno/noturno e noturno). Ao todo, serão recolhidos 456 questionários; a amostra tem um nível de confiança de 95% e margem de erro de 4%. As respostas dessa etapa serão levadas em conta na definição dos temas que serão abordados mais profundamente na próxima fase do processo: a etapa qualitativa.
Nesta etapa, através de grupos de discussão, haverá um aprofundamento dos pontos críticos levantados na primeira etapa e serão recolhidas propostas de melhorias e sugestões dadas pelos participantes. As informações obtidas nesses processos vão culminar em um relatório com os pontos críticos observados em cada área da instituição e as possíveis soluções/ações que podem ser realizadas para minimizar/eliminar esses fatores.