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SOLIDARIEDADE
Novos critérios para doação de sangue podem ampliar número de doadores aptos
Imagem: Pixabay
Juiz de Fora (MG) – A partir de 30 de setembro, passa a valer em todo o país uma nova portaria do Ministério da Saúde (GM/MS nº 11.685, de julho de 2026), com novos critérios para doação de sangue. O objetivo central das alterações é ampliar as possibilidades de doação de sangue sem comprometer a segurança transfusional, consolidando a triagem clínica como um processo rigorosamente individualizado.
O Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), vinculado à HU Brasil, conta com uma Agência Transfusional (AT), que armazena bolsas de sangue, faz exames de compatibilidade e libera os derivados de sangue necessários para salvar a vida de pacientes em cirurgias, emergências ou tratamentos.
“Na atuação das Agências Transfusionais, a norma exigiu a imediata readequação dos processos institucionais. Isso abrange a revisão dos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), a atualização dos questionários de triagem e dos fluxos assistenciais, a capacitação das equipes multiprofissionais e o alinhamento das rotinas relativas aos testes de compatibilidade imuno-hematológica”, pontua Mariza Mota, hemoterapeuta e responsável técnica da Agência Transfusional do HU-UFJF/HU Brasil.
Entre as mudanças, estão os novos prazos para doação após a realização de micropigmentação, tatuagem ou piercing. A pessoa não precisa mais aguardar de seis a 12 meses para doar sangue. Os novos critérios estabelecem prazo de sete dias, desde que o local do procedimento tenha licença da vigilância sanitária. Outro ponto a considerar diz respeito ao limite de idade para doadores regulares, que podem seguir doando sangue após os 70 anos de idade.
“Ter um estoque adequado é o que garante que a gente trabalhe com segurança e não interrompa o atendimento, seja numa urgência, em cirurgias, tratamentos oncológicos ou em qualquer outro procedimento que precise de suporte transfusional”, comenta Gilmara Fernandes, enfermeira do Serviço de Hemoterapia do HU-UFJF/HU Brasil.
O sangue humano não pode ser fabricado artificialmente. Sendo assim, a única forma de salvar a vida de pacientes que precisam de transfusão sanguínea é a através da doação. São coletadas anualmente no país 3,5 milhões de bolsas de sangue, número considerado insuficiente para atender à demanda. O ideal, segundo o Ministério da Saúde, é alcançar 5,7 milhões de bolsas a cada ano.
Doe sangue
“Vejo diariamente o quanto a participação da população é fundamental. Cada doação conta demais para manter nossos estoques e salvar pacientes que dependem de transfusões, principalmente em épocas de maior demanda. Fortalecer essa cultura da doação impacta diretamente na nossa capacidade de cuidar bem de cada pessoa”, aponta a enfermeira.
A média é que a cada dez pacientes hospitalizados um necessite de transfusão sanguínea. Um bebê prematuro, por exemplo, precisa de um a quatro unidades de concentrado de hemácias durante o período de internação.
“Nossa grande expectativa com as novas regras é conseguir ampliar o número de doadores aptos e reforçar nossos estoques, mas sem nunca abrir mão da segurança, que é o nosso princípio básico tanto para quem doa quanto para quem recebe”, finaliza Gilmara. Para que a doação seja destinada ao HU-UFJF é necessário informar o nome da instituição no momento da doação.
Sobre o HU-UFJF/HU Brasil
O HU-UFJF integra a Rede HU Brasil desde 2014. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
Por Manuela Pereira, com edição de George Miranda (Unidade de Imprensa Regional Nordeste e Norte) e Pollyana de Freitas (Unidade de Imprensa Regional Sudeste, Sul e Centro Oeste)
Gerência Executiva de Comunicação Social da HU Brasil