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Febre do Nilo Ocidental: Saiba mais sobre a infecção rara
Entre as infecções transmitidas por mosquitos, há também aquelas menos conhecidas e de ocorrência rara no Brasil. É o caso da febre do Nilo Ocidental, que voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde em 2026: quatro casos foram confirmados e um deles, em Santa Catarina, evoluiu para óbito. Na Itália, o Instituto Nacional de Saúde registrou, na última quinta-feira (10), 594 casos e 41 mortes.
Quando um paciente apresenta suspeita da doença, o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), vinculado à HU Brasil, envia amostra para análise sorológica no laboratório de suporte, o Lacen Ezequiel Diaz, conforme nota técnica disponível pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais (CIEVS-MG).
A febre do Nilo Ocidental é causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos, sobretudo do gênero Culex. “Apesar de ser transmitida pela picada de um mosquito, a transmissão é reduzida, pois não ocorre contaminação do mosquito (geralmente) ao picar o humano doente. Para a perpetuação do ciclo, torna-se necessário aves doentes”, explica Francielly Marques Gastaldi, médica infectologista no HC-UFU/ HU Brasil.
Dos casos registrados no Brasil, dois deles foram registrados em São Paulo: em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Apesar da proximidade com as cidades que tiveram os casos, a médica tranquiliza a população: “Não é necessário alarme. Apenas 20% dos pacientes apresentam sintomas (geralmente leves), semelhante a dengue. As formas graves (geralmente 1 a cada 150 pacientes sintomáticos) é mais comum em idosos”.
Quando os sintomas aparecem, podem incluir febre de início repentino, mal-estar, vômitos, dores no corpo, nos olhos e na cabeça, além de manchas na pele e linfadenomegalia (popularmente conhecida como íngua). Nos casos mais severos, predominam manifestações neurológicas, como encefalite, meningite asséptica e Síndrome de Guillain Barré.
Conforme dados do Ministério da Saúde (MS), o primeiro registro de caso humano de febre do Nilo Ocidental ocorreu em 2014, no Piauí. Em 2018, foi registrada a presença do vírus em um equídeo no Espírito Santo. Neste ano, o HC-UFU realizou capacitação sobre o tema voltado para os profissionais da instituição.
Tratamento e prevenção
Ainda não há antiviral para combater a febre do Nilo Ocidental. O tratamento é focado nos sintomas e suporte clínico ao paciente. A prevenção é feita em conjunto da zoonose, mediante acompanhamento dos animais doentes. Além disso, a especialista recomenda o uso de repelente sempre.
Sobre a HU Brasil
O HC-UFU integra a HU Brasil desde maio de 2018. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.