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CARNAVAL
HC-UFU/Ebserh alerta para a prevenção de ISTs no Carnaval
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. Segundo o Ministério da Saúde, são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada. De maneira menos comum, as ISTs também podem ser transmitidas por meio não sexual, a partir de secreções como saliva e de lesões corporais contaminadas.
O Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) conta com o Ambulatório de Infectologia Geral, além de um serviço de atendimento farmacêutico especializado. Pacientes com suspeita de ISTs podem ser avaliados, após encaminhamento da regulação.
“Além do próprio desenvolvimento do quadro infeccioso e risco de transmissibilidade, algumas infecções estão relacionadas com a infertilidade, como a Clamídia e a Gonorreia. Outras, apresentam íntima relação com processo oncológico, como as hepatites e o HPV”, explica Francielly Gastaldi, médica infectologista do HC-UFU.
Confira alguns MITOS e VERDADES sobre as ISTs, segundo a infectologista:
Pode contrair IST no banheiro químico. MITO. Para a transmissão das ISTs, há a necessidade de contato íntimo com as secreções corporais, o que geralmente não ocorre no compartilhamento de ambientes.
Dá tempo de garantir a imunização do HPV antes do carnaval. MITO. A vacinação para o HPV deve ser estimulada sempre que possível, para evitar complicações tardias como o carcinoma de pênis e de colo uterino, por exemplo. O esquema vacinal mais comum é composto por três doses, sendo aplicada a segunda dose dois meses após a primeira, e a última dose após seis meses. Para o carnaval não é possível realizar o esquema completo, mas a prevenção deve ser pensada durante toda a vida.
O HC-UFU realiza a distribuição de preservativos gratuitamente. VERDADE.Através do ambulatório de infectologia geral.
O uso de camisinha é suficiente para prevenir ISTs. MITO. Atualmente, recomendamos uma cascata de cuidados para a prevenção contra as ISTs. O uso de preservativos, juntamente com lubrificantes, para diminuição do atrito durante a relação sexual (e assim, redução de microrrupturas do tecido, que facilitariam a penetração dos patógenos no organismo); uso de PREP (Profilaxia Pré-Exposição); e a própria educação sexual, são fatores auxiliam na prevenção de novos casos de ISTs.
Basta olhar a data de validade para saber se a camisinha está apta para uso. MITO. No caso dos preservativos, além da data de validade, devemos atentar no armazenamento, para não danificar o produto, evitando perda de integridade tanto da embalagem, quanto do seu interior. É importante evitar ambientes com temperaturas extremas, pois tal ação poderia induzir a perda da sua elasticidade, aumentando assim o risco de ruptura ou desconforto durante a relação.
Pacientes com lesões genitais devem evitar a folia. VERDADE. Pacientes que apresentam sintomas devem evitar multidões e procurar atendimento precoce, a fim de receber orientações adequadas e manter o isolamento social necessário. Além disso, a abstinência sexual durante o período sintomático é importante para evitar a propagação de novos casos.
Ainda segundo a especialista, após o carnaval é importante atentar para o surgimento de qualquer lesão genital, independentemente de estar acompanhado de dor ou não. “No caso de sexo anal ou oral, as lesões podem surgir em locais como ânus ou na cavidade oral, com as mesmas características que apresentaria nos genitais. Nesse caso, é importante a instituição da abstinência sexual, e a procura do atendimento médico para avaliação e tratamento”, alerta a médica.
O HC-UFU também disponibiliza a PEP (Profilaxia Pós-Exposição de Risco à Infecção pelo HIV, ISTs e Hepatites Virais) para os pacientes, quando indicado, após atendimento e avaliação da equipe. As medicações são fornecidas de maneira gratuita, tanto para pacientes internados ou atendidos no pronto atendimento, quanto aqueles em nível ambulatorial. “O paciente que apresenta uma exposição de risco deve procurar o serviço de saúde mais próximo, pois isso garantirá um atendimento médico oportuno e oferta, quando indicado, da medicação em tempo hábil, além do encaminhamento para o serviço especializado mais próximo”, finaliza a infectologista.
Rede Ebserh
O HC-UFU faz parte da Rede Ebserh desde maio de 2018. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Redação: Pollyana Freitas