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HC-UFTM inicia a troca de 770 janelas por modelos mais resistentes e seguros para a assistência
O Hospital de Clínicas da UFTM deu início, no dia 29 de março, à substituição das janelas que compõem toda a fachada de seu prédio principal (não incluídos os ambulatórios anexos), além daquelas que são voltadas para áreas internas do complexo hospitalar. No total, serão instaladas 770 unidades, tanto em ambientes assistenciais quanto nos administrativos.
A intervenção tem como objetivo trocar modelos que já têm 40 anos de uso – período após o qual o desgaste dos materiais resultou em estruturas metálicas corroídas, além de terem se acumulado adaptações para passagem de tubulações hidráulicas, elétricas e de ar-condicionado que dificultam a higienização e a vedação.
Constituídas em perfis de alumínio (material de alta durabilidade e que não enferruja), as novas janelas são padronizadas em quatro modelos, conforme as necessidades de cada ambiente. Os tamanhos respeitam o projeto arquitetônico original da edificação e variam entre 87 a 95 cm de largura, a maioria deles com 1,65m de altura. O arquiteto Daniel Rodrigues Pascoal destaca que os modelos contam com telas incorporadas às esquadrias, tornando o controle de vetores mais eficiente, ao passo que as janelas antigas utilizam telas externas, de difícil retirada para higienização e mais expostas aos danos provocados pelos fatores ambientais.
A maior parte das novas janelas é de correr. Pascoal detalha que também estão sendo instalados basculantes de três folhas, em banheiros e locais como expurgos e depósitos de materiais de limpeza, e de uma folha, no topo de alguns cômodos e salas. “Os vidros são dotados de película solar com proteção contra raios ultravioleta. Esse material potencializa a percepção de claridade dos ambientes e impede que se enxergue o interior a partir da observação externa”, descreve o arquiteto, pontuando que onde houver necessidade de vidros mais opacos, poderá ser aplicada película branca.
O engenheiro civil Álvaro Aparecido Santiago complementa que as janelas foram desenvolvidas com uma bandeira fixa de vedação em alumínio que possibilita a passagem de dutos e tubulações, tendo em vista as constantes demandas de adequação e renovação da infraestrutura predial de uma edificação hospitalar, sem precisar danificar paredes ou vidros. As antigas, Santiago explica, não tinham essa compatibilidade, e por isso as tubulações poderiam comprometer a vedação contra a entrada de partículas e água. “Essa área técnica disponível em cada janela é facilmente substituível e moldável, de modo a resolver essa necessidade”, avalia o profissional.
Para o chefe do Setor de Infraestrutura Física do HC, Wesley Amâncio de Melo, além do benefício estético proporcionado pela remoção das telas externas, uniformizando e clareando o aspecto da fachada, as novas janelas vão beneficiar o conforto e a segurança dos pacientes internados. “Produzidos especificamente para atender às especificidades do hospital, os novos modelos facilitam o processo de higienização, favorecendo as condições sanitárias adequadas ao ambiente assistencial. Além disso, trata-se de material que demanda baixa manutenção e, quando necessário, são manutenções rápidas, que interferem o mínimo possível no cotidiano do trabalho”, observa o gestor.
O cronograma de instalação das novas janelas prevê uma logística que não cause a interdição de nenhuma ala assistencial. As trocas estão ocorrendo de maneira gradual e planejada, com duração prevista de um ano. A licitação das novas janelas incluiu a mão de obra necessária para a substituição, num investimento de R$ 1,8 milhão, oriundo do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospital Universitários Federais (Rehuf), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Unidade de Comunicação Social HC-UFTM