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MAIO LARANJA
HC-UFTM é porta de entrada para atendimento às vítimas de violência sexual em Uberaba
Imagem: Freepik
O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), vinculado à Rede HU Brasil, é porta de entrada para atendimento às vítimas de violência sexual, em Uberaba, conforme portaria municipal. Nos casos com ocorrência em até dez dias, ou quando a vítima não consegue precisar a data da violência, é realizado acolhimento pela equipe multiprofissional do HC-UFTM, composta por Psicologia, Serviço Social e equipe médica e, se houver indicação, é feita a coleta de vestígios.
“Nos casos com mais de dez dias da ocorrência, é realizado acolhimento pela equipe psicossocial (Serviço Social e Psicologia) do HC-UFTM com posterior encaminhamento ao Núcleo Especializado no Atendimento às Vítimas de Agressão Sexual o NEVAS”, explica Giselle Vieira de Souza, chefe da Unidade da Criança e do Adolescente no HC-UFTM.
Crianças e adolescentes cisgênero (pessoa que se identifica com o sexo de nascença) e transgênero (pessoa que se identifica diferente do sexo de nascença) até 14 anos incompletos (13 anos, 11 meses e 29 dias) são atendidos no Pronto Socorro Infantil do HC-UFTM, que funciona initerruptamente (24h por dia, sete dias na semana). “Realizamos o primeiro atendimento, a coleta de vestígios (se indicada), as profilaxias e as notificações. As vítimas que demandam maior complexidade são encaminhadas ao Ambulatório de Atendimento Integrado à Vida – Infância, com atendimentos no Ambulatório de Pediatria do HC-UFTM, para seguimento multiprofissional”, pontua Giselle.
Gestantes em qualquer faixa etária, adolescentes e mulheres cisgênero e transgênero com idade maior ou igual a 14 anos são atendidas no Pronto Socorro de Ginecologia e Obstetrícia (GO), que está funcionando no novo prédio do heliponto - Profª Maria Cristina Silva, do HC-UFTM. Já os homens cisgênero e transgênero com idade maior ou igual a 14 anos são atendidos no Pronto Socorro (PS) Adulto do HC-UFTM.
No ano passado, o HC-UFTM notificou 198 atendimentos às vítimas de violência sexual, segundo dados do Setor de Gestão da Qualidade do HC-UFTM. A maioria dos registros (78,79%) é de mulheres e 62,18% tem até 14 anos. “O perfil dos abusadores é de pessoas conhecidas, do círculo de convivência da vítima”, alerta Giselle. O canal de denúncias para crimes de Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é o Disque 100.
Sinais que podem indicar uma situação de violência
Giselle também chama atenção para os sinais que podem indicar uma situação de violência: medo ou vergonha excessiva (evitar certas pessoas ou lugares, ficar extremamente retraído, assustado ou culpado sem explicação clara); lesões inexplicadas (machucados recorrentes, marcas incompatíveis com a explicação dada ou tentativa de esconder o corpo); comportamentos regressivos (voltar a urinar na cama, fala infantilizada, medo intenso de separação, perda de habilidades já desenvolvidas); e falas com conotação sexual fora da idade (conhecimento sexual incompatível com a faixa etária, brincadeiras sexualizadas frequentes ou reprodução de atos inadequados).
Sobre a HU Brasil
O HC-UFTM faz parte da Rede HU Brasil desde janeiro de 2013. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.
Redação: Pollyana Freitas
Coordenadoria de Comunicação Social da Rede HU Brasil