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Telemonitoramento da Unidade Multiprofissional e Reabilitação se consolida como importante modalidade de assistência
A necessidade de manter o acompanhamento dos pacientes que tiveram seus atendimentos presenciais interrompidos nos ambulatórios devido à pandemia da COVID-19 levou a Unidade Multiprofissional e Reabilitação do Hospital das Clínicas da UFMG/Ebserh a abrir uma nova porta para a assistência ambulatorial: o telemonitoramento. O projeto, que teve início no segundo semestre do ano passado e integra diversas áreas assistenciais, como Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Pedagogia, Psicologia e Terapia Ocupacional, segue firme e cada vez mais se consolida como uma importante modalidade de assistência.
Além do objetivo primário de prestar atendimento online na impossibilidade do presencial, outro propósito do telemonitoramento é desafogar os serviços. “É possível acessar o paciente com maior facilidade e frequência, principalmente os que moram distante, acompanhá-los por um tempo maior, sem a necessidade de tê-los presencialmente, e aumentar a rotatividade dos serviços”, afirmou a fisioterapeuta Maria Cristina da Cruz.
O projeto conta com o suporte do Centro de Telessaúde do HC-UFMG/Ebserh, que disponibilizou uma plataforma própria para consultas online. Através desse sistema é possível agendar (via SMS) e realizar consulta, documentar dados e enviar orientações com mais facilidade e segurança. Atualmente, 197 pacientes estão sendo acompanhados.
Como funciona
A equipe da Unidade Multiprofissional e Reabilitação entra em contato com o paciente ou responsável para aplicação de um questionário inicial para saber se é possível a realização do telemonitoramento. Os atendimentos só são realizados se houver consentimento e essa modalidade de assistência também obedece aos critérios de confidencialidade da relação paciente-profissional.
A adesão à modalidade de atendimento à distância varia de acordo com cada setor. No setor de Baixa Visão Infantil e Visão Subnormal do Hospital São Geraldo, por exemplo, a maioria dos pacientes aderiu ao telemonitoramento, apesar da desigualdade digital existente no Brasil. “No caso da equipe, ainda temos a falta de alguns recursos como câmeras e microfones nos computadores. E no caso dos pacientes, alguns não possuem internet para a realização das videochamadas, por isso muitas consultas online aconteceram somente por telefone”, afirmou a pedagoga Alessandra dos Santos Vale.
Ainda segundo a profissional, o atendimento remoto possui muitas vantagens que extrapolam os tempos de pandemia e podem trazer uma adequação positiva das atividades ambulatoriais em termos de qualidade da assistência e custos. “É uma ferramenta cada vez mais promissora e que se consolida como uma importante modalidade de atendimento”, finalizou Alessandra.