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CONSCIENTIZAÇÃO
Parar de fumar traz benefícios já nos primeiros dias, destaca oncologista do HC-UFMG
Belo Horizonte (MG) - O tabagismo ainda é a principal causa de morte evitável do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo, o cigarro mata mais de 8 milhões de pessoas por ano. Desse total, cerca de 7 milhões de vidas são perdidas por uso direto desse produto, enquanto 1,2 milhão é resultado do fumo passivo. Com o objetivo de sensibilizar a população sobre os riscos relacionados a esse hábito, é celebrado anualmente, em 31 de maio, o Dia Mundial sem Tabaco. Para marcar a data, o Hospital das Clínicas da UFMG (HC-UFMG/HU Brasil) preparou ações de conscientização voltadas aos profissionais, usuários e acompanhantes da instituição.

- Materiais informativos foram afixados em diferentes áreas do HC-UFMG para conscientizar profissionais, pacientes e acompanhantes.
Além de ser o maior responsável pelos casos de câncer de pulmão, o tabagismo também está associado ao aparecimento de tumores em outras partes do corpo, entre elas cabeça, pescoço, estômago, pâncreas, rim, bexiga, colo do útero, cólon e outras. “Mesmo as regiões que não têm contato direto com a fumaça do cigarro podem ser impactadas. Então, esse realmente é um grave problema de saúde pública”, aponta o oncologista.
Outras consequências do fumo são as doenças pulmonares crônicas – como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e o enfisema –, infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC), problemas de pele e fertilidade.
Paulo Henrique explica que atualmente existem diversas estratégias para vencer o tabagismo, entre elas estão a psicoterapia, a terapia cognitivo-comportamental e o tratamento farmacológico, que contribuem diretamente para a redução dos sintomas de abstinência.
Segundo ele, o importante é parar de fumar, seja em qual fase da vida for. “Sempre vale a pena, independente do momento em que isso ocorra. Muitos pacientes chegam pra mim e falam: ‘eu já estou com câncer mesmo, agora não adianta nada parar’. E adianta sim. Quem está em tratamento oncológico e deixa o cigarro tem uma resposta melhor ao tratamento do que quem continua fumando”.
O oncologista ainda lembra que, ao abandonar o vício, é possível obter benefícios em um curto espaço de tempo. “Em poucos minutos, a frequência cardíaca já reduz. Alguns dias depois, a respiração melhora. Após um ano, a pessoa vai ter um sono mais reparador e o risco de infarto agudo do miocárdio cai pela metade. Com 5 a 10 anos, sua saúde se aproxima muito da de alguém que nunca fumou. O risco de câncer também diminui bastante depois de 10 anos de cessação. Até a autoconfiança, a vitalidade da pele e as finanças melhoram, pois não há mais gastos com a compra do cigarro e suas complicações”, explica.
Os perigos do vape
O tabaco é uma planta cujas folhas são utilizadas na confecção de diferentes produtos, como cigarro, charuto, cachimbo, cigarro de palha, cigarrilha, bidi, tabaco para narguilé, rapé, fumo-de-rolo e líquidos para os famosos dispositivos eletrônicos, popularmente conhecidos como vape. Todos eles têm como princípio ativo a nicotina, que causa dependência e os mesmos danos à saúde provocados pelo cigarro tradicional.
O problema desses dispositivos eletrônicos, de acordo com Paulo Henrique, é sua alta concentração de nicotina. “10 minutos fumando com ele equivalem a dois maços e meio de cigarro”, alerta.
Além disso, o oncologista ressalta que, ao produzir uma emissão de vapor para imitar o ato de fumar, os aerossóis inalados causam inflamações severas e lesões nos tecidos pulmonares. “É por esse motivo que o vape é altamente condenável hoje pela sociedade médica como um todo”, conclui.
Sobre a HU Brasil
O HC-UFMG faz parte da Rede HU Brasil desde dezembro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. É responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.
Por Ana Ulhôa
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