Notícias
Monitorar pacientes oncológicos é fundamental para traçar o perfil epidemiológico da população
Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. O Instituto Nacional do Câncer estima 625 mil novos casos de câncer (450 mil, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma) para o Brasil para cada ano do triênio 2020-2022. Nesta sexta (4), Dia Mundial de Combate ao Câncer, o alerta é para a importância do diagnóstico precoce, já que sem ele a doença avança e caem as chances de cura, e da notificação de todos os casos da doença, permitindo o monitoramento da assistência e a adoção de melhores estratégias de cuidado ao paciente.
O Hospital das Clínicas da UFMG/Ebserh é referência estadual em atenção oncológica. A instituição oferece assistência completa (exceto radioterapia) e individualizada e o auxílio de um corpo clínico composto por médicos especialistas, além de equipe multidisciplinar. Todos os casos de câncer atendidos e tratados no HC são devidamente notificados pelo Registro Hospitalar de Câncer (RHC-HC-UFMG/Ebserh). O banco de dados de 2021 ainda está sendo construído, mas só em 2020 foram 1.064 novos casos registrados na instituição.
O RHC funciona desde 2006 e conta com a participação de dois registradores e seis alunos bolsistas e voluntários dentro do projeto de extensão "Registro Hospitalar de Câncer: uma estratégia na atenção oncológica”, do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina. O trabalho é feito por meio de busca ativa de novos casos de câncer anualmente. Para isso, é feita uma triagem de prontuários abertos junto ao SAME, com listas de pacientes que estão em tratamento quimioterápico, lista de pacientes com biópsias positivas para câncer, listas de pacientes que foram à óbito por câncer, dentre outros. Após a identificação do caso, é preenchida uma ficha de Registro de Tumor (uma para cada tumor que o paciente tiver).
Os dados são encaminhados ao INCA para compor a base nacional dos registros hospitalares de câncer, permitindo traçar o perfil epidemiológico da população atendida no Hospital das Clínicas e, posteriormente, no país, auxiliando na formulação de políticas públicas de atenção oncológica. “A informação produzida permite o monitoramento da assistência prestada ao paciente, sendo um recurso para acompanhar e avaliar a qualidade do trabalho realizado no hospital, incluindo os resultados no tratamento do câncer. O registro de todos os casos vai possibilitar a identificação dos gargalos de assistência, diagnóstico, tratamento e prevenção da doença”, disse Monique Galvão, registradora o RHC.
Além da coleta de dados, no Projeto de Extensão são realizadas atividades científicas, produção bibliográfica e ações sociais e educativas de prevenção ao câncer e apoio aos pacientes.
Redação: Luna Normand (Jornalista do HC-UFMG/Ebserh)