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ABRIL PELA SEGURANÇA DO PACIENTE
HC-UFMG reforça cultura de segurança do paciente com ações ao longo do mês de abril
Belo Horizonte (MG) – A garantia da qualidade do cuidado e da segurança do paciente, em um hospital, começa pela adoção de práticas simples. Identificar corretamente cada pessoa, estabelecer uma comunicação efetiva entre os profissionais de saúde e lavar bem as mãos são apenas algumas delas. Para fortalecer ainda mais essa cultura, que no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), vinculado à Rede HU Brasil, já alcança índice de 93,65% de conformidade, a unidade tem realizado, desde o dia 1º de abril, uma série de atividades em alusão ao “Abril pela Segurança do Paciente”.
Entre as ações previstas para marcar este mês de mobilização, que, em 2026, tem como tema “Qualidade, segurança e vidas protegidas: um compromisso permanente do SUS”, estão: a iluminação do prédio principal do HC-UFMG na cor laranja, a instalação de painéis e materiais informativos para desktops, a realização de um diagnóstico de boas práticas e sua divulgação, a publicação de um boletim da qualidade especial, além da organização de oficinas com as lideranças e os membros do Colegiado Executivo do hospital para a análise dos resultados de qualidade assistencial obtidos durante os últimos 30 dias.
Segundo Carolina Teixeira, chefe do Setor de Gestão da Qualidade do HC-UFMG, o intuito do hospital ao aderir a essa campanha é reforçar a reflexão sobre os processos assistenciais e ampliar a conscientização acerca dos problemas que podem ocorrer devido a erros evitáveis. “Reconhecer a natureza humana do cuidado em saúde é essencial nesse processo. A possibilidade de falha existe, e é justamente por isso que a adoção de barreiras de segurança e protocolos bem definidos se torna indispensável para reduzir riscos e fortalecer a cultura de segurança”, explica.
Inovação a serviço do cuidado e da segurança
Atualmente, o HC-UFMG tem investido em estratégias para atingir esse objetivo, como a gamificação e o uso de tecnologias no cotidiano assistencial. Entre as iniciativas em andamento, destaca-se a incorporação do “Jogo do MEWS”, um jogo de tabuleiro que desafia os participantes a analisar casos clínicos simulados, com base no Modified Early Warning Score (MEWS), um sistema de avaliação de sinais vitais que visa detectar a deterioração clínica de pessoas internadas e definir condutas rápidas.
Outro exemplo é a instalação de sinalizadores sonoros nas entradas de alas críticas, que alertam pacientes, profissionais e familiares sobre a importância da higienização das mãos, contribuindo para a prevenção de infecções e o fortalecimento das medidas de controle.
Além disso, o hospital busca analisar oportunidades de melhoria identificadas por meio de auditorias internas e externas, promover simulações realísticas, realizar campanhas educativas e manter atualizações constantes da identidade visual de materiais orientativos e de sinalizações de riscos.
O resultado da implantação desse conjunto de ações é a obtenção de altos índices de qualidade do cuidado e da segurança pelo HC-UFMG. Em 2025, o hospital alcançou 93,65% de conformidade na identificação correta de pacientes e 82% de conformidade na adesão à higiene de mãos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.
Segurança é uma responsabilidade de todos
A chefe do Setor de Gestão da Qualidade destaca que os impactos do descuido com a segurança não se restringem somente aos usuários, mas também aos profissionais de saúde e à própria instituição. Por esse motivo, todos desempenham papéis complementares e fundamentais. “A segurança do paciente é um direito fundamental, mas também um dever compartilhado. Quando o cuidado é participativo, com integração da equipe assistencial e tomada de decisões conjuntas, os riscos diminuem e a qualidade da assistência se fortalece”, explica.
Nesse contexto, Carolina lembra que “cabe à gestão estabelecer diretrizes claras e assumir a segurança do paciente como um valor inegociável. Aos profissionais, compete a adesão às boas práticas, compreendendo que a segurança do paciente também representa segurança para sua atuação, com respaldo ético e legal. Já a sociedade é chamada a participar ativamente do cuidado, atuando como parceira e última barreira na promoção de uma assistência mais segura”.
Medidas de prevenção nacionais
A chefe de Serviço de Gestão da Qualidade da HU Brasil, Márcia Dal Sasso, destaca que iniciativas nacionais podem favorecer esse movimento de cuidado, como a sanção da Lei nº 15.378, de 6 de abril de 2026, que instituiu o Estatuto dos Direitos do Paciente. A norma reforça direitos, autonomia e proteção na relação das pessoas com os serviços de saúde, consolidando um marco legal nacional aplicável aos profissionais de saúde, aos serviços públicos e privados.
Na Rede HU Brasil, o trabalho colaborativo entre os 45 hospitais é um dos pilares dessa estratégia. A segurança do paciente exige ações integradas e contínuas. Entre as estratégias adotadas estão o fortalecimento dos núcleos de segurança, a inserção do tema na formação de residentes e estudantes, a integração com a gestão de pessoas e a participação em avaliações nacionais da Anvisa. Outro ponto essencial é o envolvimento do paciente no próprio cuidado.
Movimento Abril pela Segurança do Paciente
O “Abril pela Segurança do Paciente” foi instituído, em 2013, pelo Ministério da Saúde, como um marco estratégico para a mobilização nacional em torno da qualidade do cuidado e da segurança do paciente no Sistema Único de Saúde (SUS). O mês foi escolhido devido ao Dia Nacional da Segurança do Paciente, celebrado em 1º de abril. A proposta do movimento é reafirmar o compromisso contínuo do SUS com a promoção de práticas assistenciais seguras, centradas na pessoa, orientadas por evidências e sustentadas por uma governança forte e integrada em toda a Rede de Atenção à Saúde.
Sobre a HU Brasil
O HC-UFMG faz parte da Rede HU Brasil desde dezembro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. É responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.
Por Ana Ulhôa
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