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CONSCIENTIZAÇÃO
HC-UFMG celebra Dia Internacional da Proteção de Dados com ação para reforço de boas práticas
Belo Horizonte (MG) - Para celebrar o Dia Internacional da Proteção de Dados, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realizou na última quarta-feira (28) o Minuto LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). A ação, que ocorreu no hall de entrada do prédio principal da instituição, teve como objetivo aproveitar a data para fortalecer ainda mais a cultura de proteção de dados entre o público interno do hospital.
A chefe da Ouvidoria do HC-UFMG, Daiara Baldoni Alves, explica que essa deve ser uma preocupação constante no ambiente hospitalar, uma vez que os profissionais lidam diariamente com informações pessoais e, sobretudo, sensíveis sobre a saúde e a vida dos pacientes, acompanhantes, colegas de trabalho e até deles próprios. “Esses dados podem revelar histórias e vulnerabilidades, o que pode ser utilizado por pessoas mal-intencionadas, por exemplo, além de expor questões íntimas do indivíduo. Proteger essas informações é um dever legal e ético de todos que atuam na instituição”, afirma.
Para mostrar como ações simples do dia a dia têm impacto direto e relevante na prevenção do vazamento de informações, foi montado um mural, no qual os colaboradores puderam escrever pequenas atitudes que costumam adotar em suas rotinas de trabalho e que contribuem para a segurança dos dados. Alguns exemplos lembrados foram: guardar todos os documentos ao final do expediente, utilizar apenas ferramentas institucionais para o envio de informações, não compartilhar senhas, entre outros.
Além do mural, a Ouvidoria do hospital também divulgou em suas mídias o link de um vídeo sobre proteção de dados. Elaborado de maneira objetiva, dinâmica e com linguagem simples, o material apresenta informações sobre boas práticas em proteção de dados.
Cuidados
A principal dica dada pelo setor é: jamais compartilhe dados de pacientes, acompanhantes e/ou profissionais com terceiros. “Muitos golpistas entram em contato, se passam por profissionais da instituição, com o objetivo de tentar buscar dados de pacientes e acompanhantes e assim aplicar golpes financeiros. É muito importante que os profissionais se atentem a essas situações e não compartilhem tais informações”, alerta Daiara.
Outros cuidados importantes incluem o duplo fator de autenticação; o bloqueio de tela ao se ausentar da sala; a utilização de ferramentas institucionais de comunicação; evitar discutir casos clínicos em ambientes desprotegidos, como elevadores e corredores do hospital. Vale lembrar que essas e outras ações podem ser adaptadas à realidade de cada atividade profissional exercida dentro da instituição.
LGPD
Sancionada no dia 14 de agosto de 2018, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi criada com o intuito de regulamentar a coleta, uso, tratamento e armazenamento de dados pessoais no Brasil. A legislação visa proteger a privacidade e os direitos dos indivíduos, garantindo maior controle sobre suas informações. Além de conferir mais poder ao cidadão e exigir maior transparência das organizações, a LGPD instituiu um sistema de fiscalização, com penalidades para quem descumpre a lei, como a aplicação de multas.
Redação e revisão: Ana Ulhôa
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