Notícias
ANIVERSÁRIO
Instituto Martagão Gesteira de Puericultura e Pediatria (IPPMG) celebra 72 anos com olhos no futuro e legado na saúde infantil
Superintendente do IPPMG, neurologista e professor Giuseppe Pastura: “O tempo inteiro procuramos manter um alto nível de atendimento, aliando tecnologia e conhecimentos mais modernos, para ensinar nossos alunos”.
Rio de Janeiro (RJ) - Ao completar 72 anos de história, no próximo dia 2 de outubro, o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) - hospital universitário pediátrico da UFRJ administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) - reafirma seu compromisso com a excelência em assistência infantil, formação acadêmica e impacto social.
Desde sua criação, em 1953, a instituição imprime sua marca sobre a saúde materno-infantil no Brasil. Uma história atravessada por transformações profundas, sempre adaptando-se a diferentes contextos epidemiológicos, incorporando novas tecnologias e ampliando sua atuação como polo formador de profissionais da saúde.
Para traçar uma retrospectiva dos principais momentos da instituição e apontar perspectivas para os próximos anos, o superintendente do IPPMG, neurologista e professor Giuseppe Pastura responde a algumas questões. Entre os destaques da conversa, a modernização da estrutura física, o fortalecimento da assistência em doenças raras e a manutenção da única emergência pediátrica universitária 24h do estado do Rio de Janeiro. Confira a entrevista:
Quais momentos históricos mais marcaram os 72 anos do IPPMG?
Desde a sua inauguração em 1953, o hospital sempre foi um símbolo da saúde materno-infantil no Brasil. Criado por Martagão Gesteira, com apoio de Getúlio Vargas, nasceu com o propósito de integrar a Cidade Universitária e colocar o cuidado com a criança como prioridade.
Ao longo dos anos, o IPPMG se transformou completamente — tanto em estrutura física quanto em atuação acadêmica. Saímos de um perfil voltado para doenças agudas e hoje lidamos com casos complexos, como doenças crônicas e raras. Desenvolvemos uma emergência pediátrica 24h — a única com esse perfil entre os hospitais universitários do estado — e incorporamos tecnologias como CTI, hospital-dia e a unidade de quimioterapia, o Aquário. Além disso, oferecemos programas de residência, especialização e mestrado, consolidando nosso papel como centro de excelência em formação e cuidado.
Como o hospital equilibra a assistência médica com a produção de conhecimento?
Esse equilíbrio é um desafio diário. Prestamos uma assistência de excelência, com recursos atualizados e tecnologia, e ao mesmo tempo oferecemos um ambiente de aprendizado para alunos de graduação, residentes e mestrandos. Inclusive, recebemos residentes de outras instituições que fazem questão de passar uma etapa da formação aqui. O tempo inteiro procuramos manter um alto nível de atendimento, aliando tecnologia e conhecimentos mais modernos, para ensinar nossos alunos.
Qual é o impacto social do IPPMG para a comunidade do Rio de Janeiro?
É gigantesco. Como mencionei anteriormente, atendemos crianças de todas as regiões do Rio de Janeiro e somos o único hospital universitário com emergência pediátrica aberta 24 horas por dia, sete dias por semana. Em 2025, estivemos na linha de frente contra um dos piores picos de doenças respiratórias dos últimos anos, com perfis clínicos mais graves e desafiadores do que o habitual. Mesmo assim, nossa equipe esteve preparada para enfrentar esse desafio.
O IPPMG dispõe de especialidade que nenhum outro hospital do Rio de Janeiro tem, por isso recebemos crianças de todo Estado. Além disso, temos impacto social no treinamento desde graduação, residência médica até especialização. São profissionais que vão levar esse conhecimento para outros locais, no próprio Rio de Janeiro ou fora.
Como foi a atuação do hospital durante a pandemia de COVID-19?
Durante a época da a COVID-19, o IPPMG sofreu impactos e precisou se reinventar para oferecer um atendimento de qualidade. Embora as crianças tenham sido menos afetadas em comparação aos adultos e idosos, recebemos casos graves, com complicações neurológicas e reumatológicas associadas ao vírus. Então, o hospital teve que se redesenhar para atender aquelas crianças.
Durante um tempo, nosso ambulatório chegou a ficar fechado para que pudéssemos fazer um atendimento maior das crianças internadas. Depois, ele foi reaberto com todas as precauções e cuidados. Foi um período muito crítico, mas que o hospital com grande resiliência e bravura.
Quais são as perspectivas para o futuro do IPPMG?
As perspectivas são muito boas porque estamos recebendo novos profissionais e, além disso, estamos trabalhando em um novo desenho para toda a estrutura física do hospital. Incluindo e passando por uma ampla reestruturação física. Reformas estão em curso, no centro cirúrgico - com a criação de novas salas –, nos ambulatórios e nas unidades de internação. Tenho certeza de que, em cinco anos, veremos um hospital ainda mais moderno e eficiente.
Como o senhor enxerga o papel da Ebserh nesse processo?
Esse processo tem um apoio fundamental da Ebserh. A empresa é responsável pelo escritório de projetos que está nos ajudando a redesenhar e reorganizar as áreas assistenciais do IPPMG. O futuro é de crescimento, inovação e ainda mais impacto na saúde infantil.
Sobre a Ebserh
O Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) faz parte do Complexo Hospitalar da UFRJ, gerido pela Rede Ebserh desde junho de 2024. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Elisa Andrade
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh