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SEGURANÇA DO PACIENTE
Higiene das mãos segue como principal aliada contra infecções e na proteção de vidas no SUS
Um método simples, acessível e rápido. A higienização das mãos é reconhecida como a principal medida para prevenir infecções relacionadas à assistência à saúde. Em alusão ao Dia Mundial da Higienização das Mãos, celebrado em 5 de maio, o Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), vinculado à Rede HU Brasil, realiza uma programação voltada ao fortalecimento das práticas assistenciais.
Neste ano, a unidade promove treinamentos direcionados às equipes assistenciais, com foco na técnica correta de higienização das mãos e nas medidas de controle de infecção. As atividades ocorrem ao longo deste mês, em diferentes setores do hospital, com abordagem prática e atualização de protocolos. A proposta é ampliar a adesão dos profissionais e qualificar ainda mais o cuidado prestado aos pacientes.
Segundo Luis Fernando Magalhães, chefe do Setor de Gestão da Qualidade, a iniciativa busca consolidar rotinas seguras no dia a dia da assistência. “A higienização das mãos é um procedimento básico, mas exige execução correta. O treinamento permite padronizar condutas e reduzir falhas que podem comprometer a segurança do paciente”, afirma.
Ele destaca ainda o impacto direto da medida na assistência. “Quando as equipes estão bem orientadas e alinhadas às boas práticas, o risco de infecção diminui. Isso reflete na qualidade do atendimento e nos desfechos clínicos”, completa.
Medida simples e eficaz na prevenção de infecções
Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que 1 em cada 10 pacientes no mundo sofre eventos adversos, muitos deles evitáveis. A higienização adequada das mãos é considerada a forma mais eficaz de interromper a cadeia de transmissão de micro-organismos em serviços de saúde.
Como fazer a higienização das mãos corretamente?
A higienização das mãos deve seguir orientações específicas para garantir sua eficácia na prevenção de infecções. A escolha entre água e sabão ou preparação com álcool a 70% depende da situação.
Quando houver sujeira visível ou contato com matéria orgânica, a recomendação é utilizar água e sabão, com fricção por cerca de 40 a 60 segundos. Já nas demais situações assistenciais, a preparação alcoólica deve ser utilizada por 20 a 30 segundos, cobrindo todas as superfícies das mãos até a completa secagem.
Luis Fernando Magalhães reforça a importância da técnica adequada. “É essencial cumprir o tempo recomendado e garantir a fricção em todas as áreas das mãos, como palmas, dorso, entre os dedos, unhas e polegares. A execução correta faz diferença direta na prevenção de infecções”, explica.
A prática deve ser realizada nos chamados “cinco momentos” recomendados pela Organização Mundial da Saúde:
- Antes de tocar o paciente;
- Antes de procedimentos limpos ou assépticos;
- Após risco de exposição a fluidos corporais;
- Após contato com o paciente;
- Após contato com superfícies próximas.
Ação que salva vidas
Neste ano, o tema da campanha mundial de higiene das mãos é “Ação que Salva Vidas”, enfatizando o papel essencial desse ato na prevenção de infecções e na promoção da segurança do paciente em serviços de saúde em todo o mundo.
A iniciativa, liderada pela Organização Mundial da Saúde, mobiliza instituições e profissionais para fortalecer a adesão à higienização das mãos como uma medida simples, acessível e altamente eficaz no cuidado em saúde.
Sobre a HU Brasil
O Hospital de Doenças Tropicais (HDT-UFNT) faz parte da HU Brasil desde 2015. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. É responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.
Por Elenita Araújo, com adaptação de Rafael Chaves e revisão de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação Social/HU Brasil