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SAÚDE MENTAL
Prevenção ao suicídio: Mês de setembro marca período de conscientização sobre o tema
Foto: Canva
Araguaína (TO) - Setembro Amarelo marca um período de mobilizações e campanhas voltadas para o enfrentamento ao suicídio. Para Lorena Reinaldo, psicóloga e residente multiprofissional em Saúde Coletiva do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT/HU Brasil), quando se trata de prevenção é necessário estar atento a sinais muito sutis.
“Mudanças comportamentais, oscilações de humor e até o silêncio. A melhor forma de agir é oferecer uma escuta empática e sem julgamentos, o que frequentemente significa não dar respostas prontas, mas ter a sensibilidade de sustentar a dor do outro apenas estando presente e ouvindo”.
No âmbito hospitalar, o momento assume características específicas, com o intuito de ampliar o debate sobre o tema entre os profissionais de saúde e atender aos fluxos de cuidado aos pacientes.
Na assistência ao leito, o psicólogo atua criando um espaço de escuta qualificada para o sofrimento psíquico, permitindo que o paciente dê vazão à sua dor. Já na atuação junto aos profissionais, Lorena enfatiza a necessidade do olhar de cuidado para quem cuida. “Diante do desgaste emocional, da sobrecarga e das exigências diárias, os profissionais de saúde também necessitam de acolhimento e escuta”, afirma Reinaldo.
Os dados mais recentes sobre suicídio no Brasil, registrados por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde (MS), apontam mais de 11.000 casos em 2015 e 16.463 ocorrências em 2023. Com isso, segundo o MS, o quantitativo de suicídios aumentou aproximadamente 47% no país, no período citado.
Em termos globais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta o suicídio como a 17ª causa de morte entre homens, mulheres e crianças, se consideradas todas as faixas etárias (entre 5 e 80 anos). Essa posição salta para o 3º lugar quando se trata do público jovem, que compreende pessoas com idade entre 15 e 29 anos, sendo os homens o grupo com maior incidência de casos. A OMS indica também um retrato mais ampliado, destacando aspectos como as desigualdades sociais, um fator preponderante desse contexto.
Diante desse cenário, o acesso à informação de qualidade, à escuta acolhedora e ao tratamento especializado contribui para a prevenção. Entretanto, Lorena chama atenção para pontos mais profundos a serem considerados, como a compreensão do indivíduo em suas próprias complexidades, além das complexidades de seu entorno. “Viver exige coragem diária, pois viver é encarar o inevitável desamparo que faz parte da condição humana. A dor e o sofrimento são reais, e a prevenção não significa oferecer promessas ilusórias de que ‘tudo ficará bem’, mas sim lembrar que ninguém precisa sustentar o peso da existência solitariamente. Prevenir o suicídio é construir pontes e redes de afeto para que a vida volte a ser um lugar de possibilidade e de sentido, e não de mero suportar”, finaliza.
Informação também é prevenção
É possível encontrar, neste link, informações detalhadas sobre suicídio e lesões autoprovocadas publicadas no último Boletim Epidemiológico sistematizado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS. O Ministério também disponibiliza informações sobre prevenção, sinais de alerta e serviços de assistência especializada, que podem ser acessadas neste endereço.
Sobre a HU Brasil
O HDT-UFNT integra a Rede HU Brasil desde 2015. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
Por Manuela Pereira, com edição de Maria Carvalho Costa
Unidade de Imprensa Regional Nordeste e Norte (UIRNN)
Gerência Executiva de Comunicação Social (GECS) da HU Brasil