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PREVENÇÃO
Hospital Barros Barreto participa do Outubro Rosa e reforça cuidados com a saúde da mulher
Belém (PA) - O Outubro Rosa reforça, ao longo do mês, a importância da prevenção, da identificação de sinais suspeitos e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer do colo do útero. No Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), integrante do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (CHU-UFPA/HU Brasil), a campanha terá uma programação alusiva no dia 22 de outubro, voltada às pacientes atendidas na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).
A ação contará com palestra, música ao vivo com voz e violão na sala de quimioterapia, lanche e entrega de brindes. As pacientes também poderão participar de atividades de autocuidado e bem- estar, como massagem, design de sobrancelhas e limpeza de pele.
A proposta é unir informação e apoio às mulheres que vivenciam o tratamento oncológico. Segundo o médico Bruno Fernandes, chefe da Unidade de Oncologia e Hematologia do Barros Barreto, a programação foi pensada para reforçar a importância do cuidado, além de oferecer acolhimento às pacientes que enfrentam um tratamento de saúde longo e desgastante. “Antes de serem nossas pacientes, são todas membros da nossa comunidade, e estamos todos juntos pela saúde delas”, destaca.
Diagnóstico precoce aumenta as possibilidades de tratamento
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil no triênio 2026 e 2028. A doença já é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, embora também possa acometer homens, que representam cerca de 1% dos casos.
Apesar da alta incidência, o diagnóstico precoce tem papel fundamental no enfrentamento da doença. De acordo com o especialista, quando o câncer é identificado em estágio inicial, as possibilidades de tratamento são maiores e, em muitos casos, os tratamentos podem ser mais eficazes e menos agressivos. “O diagnóstico precoce é importante, pois a chance de a paciente ficar curada, ou a chance de ela viver mais e melhor, quando descobre a doença no início, é muito maior. Os tratamentos são mais eficazes, muitas vezes são menos agressivos, e isso é favorável para a paciente”.
Atenção aos sinais e sintomas
Conhecer as próprias mamas e observar mudanças é uma forma importante de identificar alterações que precisam de avaliação médica. Entre os sinais que podem estar relacionados ao câncer de mama estão:
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Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos;
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Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persiste por mais de um ciclo menstrual;
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Nódulo mamário endurecido e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade;
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Secreção com sangue de um único mamilo;
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Mudança no formato do mamilo ou retração na pele da mama;
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Ferida ou irritação na pele do mamilo que não melhora com tratamentos tópicos;
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Caroço em apenas uma das mamas em homens com mais de 50 anos;
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Caroços ou ínguas na axila;
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Aumento progressivo do tamanho da mama com sinais de inchaço, como pele com aspecto de “casca de laranja”.
“Uma lesão que parece crescer, que pode ser perto do mamilo, longe ou na axila, precisa sempre ser investigada”, orienta Bruno Fernandes. A presença de uma alteração, no entanto, não significa necessariamente câncer, mas deve ser avaliada por um profissional de saúde.
Hábitos saudáveis também fazem parte da prevenção
O câncer de mama não possui uma causa única. O risco está relacionado a diferentes fatores, que incluem idade, aspectos hormonais e reprodutivos, fatores comportamentais e ambientais, além de fatores genéticos e hereditários.
Algumas medidas podem contribuir para a redução do risco da doença. Bruno Fernandes ressalta a importância da prática regular de atividade física, da manutenção do peso corporal adequado, da alimentação equilibrada, da redução do consumo de bebidas alcoólicas e da não utilização de produtos derivados do tabaco. A amamentação também apresenta efeito protetor.
Mamografia: quando é indicada para rastreamento?
Desde 2025, mulheres a partir dos 40 anos podem realizar mamografia pelo SUS. Para essa faixa etária, o exame é realizado sob demanda, a partir de uma decisão compartilhada entre a paciente e o profissional de saúde. Para mulheres de 50 a 74 anos, o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento mamográfico a cada dois anos.
No Barros Barreto, pacientes encaminhadas com suspeita de câncer de mama são atendidas pela equipe de mastologia da Unacon. “É feito o seguimento dessa investigação, são realizados os exames necessários e, se for indicada, realizamos a biópsia de mama para conseguir fechar o diagnóstico”, explica o médico.
Caso a paciente já tenha o diagnóstico confirmado ou seja encaminhada com diagnóstico de câncer de mama, o tratamento é definido conforme as características da doença e a avaliação da equipe de saúde. No HUJBB, podem ser realizados tratamentos como quimioterapia, hormonioterapia e cirurgia, quando indicados.
Sobre a HU Brasil
O CHU-UFPA integra a HU Brasil desde 2015. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
Por Elenita Araújo
Gerência Executiva de Comunicação Social