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Esperança
Ana Lívia e a feliz chegada das três Marias na MEJC: do susto da descoberta à segurança da jornada de acolhimento
Me chamo Ana Lívia Eufrázio de Medeiros Farias, moro em Campo Grande-RN, sou fisioterapeuta e nunca imaginei que a minha própria história me levaria a viver, na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC-UFRN/HU Brasil), tudo aquilo que eu já conhecia da teoria e da melhor forma possível!
Deus começou a me preparar muito antes, pois durante a pandemia, ainda antes de concluir minha pós em UTI Neonatal e Pediátrica, eu já vivia aquela rotina intensa, cuidando de vidas. Era Ele me capacitando para o que estava por vir...
Conheci meu marido, João Manoel, numa festa de vaquejada, viramos amigos e depois namorados. Com dois anos e meio de relacionamento, decidimos morar juntos e veio a vontade dele de ter um filho. Parecia algo simples. Parei a medicação em julho e, em agosto, já estava grávida! No início, a notícia era de uma gestação única, apesar de um pequeno susto com um deslocamento de placenta. Seguimos, confiantes!
A surpresa da descoberta e o acolhimento na MEJC
Até que em um exame por volta das 11 semanas para saber o sexo do bebê minha vida mudou. Eu estava sozinha. O médico ficou em silêncio um tempo e perguntou: “Você tem certeza de que é só um?” Eu respondi que sim! Foi quando ele começou a contar: um… dois… e, antes que eu pudesse reagir, veio o terceiro. Sim, trigêmeas!
Naquele instante, parecia que o chão tinha sumido. Foi um verdadeiro abalo — um susto enorme, daqueles que a gente nunca imagina viver. Mas, ao mesmo tempo, ali começava a história mais linda da minha vida!
Logo fui encaminhada para o acompanhamento na Maternidade Escola Januário Cicco. E desde o primeiro momento, eu me senti acolhida, amparada, segura!
Cada profissional que cruzou o meu caminho foi como um anjo enviado por Deus. O doutor Felipe Zenaide confirmou a gestação das três meninas, explicou todos os riscos: era uma gestação rara, de placenta única, idênticas e que eram meninas! Mas também nos transmitiu uma confiança que eu não sei explicar.
Eu era acompanhada de perto, às vezes semanalmente, cercada por profissionais extremamente capacitados. Em nenhum momento me desamparada. Só peguei anjos aqui na MEJC: os médicos Felipe Zenaide, Luciana Cartaxo e Caterine Fonseca. Todos os meses eu estava aqui com eles, que me passaram muita segurança, mesmo que parecesse uma gravidez assustadora.
O grande dia: alegria e gratidão
No dia do parto, 20 de março, vivi um dos momentos mais intensos e mais lindos! Eu sabia que estava rodeada por pessoas que eu confiava. Isso fez toda a diferença. Entre elas, um amigo querido, Fábio Constantino, além da auxiliar dele, Yasmin Pelógio, residentes que participaram diretamente daquele momento tão único. Isso me trouxe ainda mais segurança e tranquilidade!
E quando minhas três meninas vieram ao mundo, Maria Helena, Maria Luísa e Maria de Guadalupe, não existem palavras que descrevam o que eu senti. O parto foi lindo e emocionante. A cada bebê que saía, era uma comemoração de toda a equipe! A anestesista emocionada, o médico emocionado por ver que o pai estava emocionado, chorando. Não poderia ser mais perfeito! 
Hoje, ainda sigo no hospital, acompanhando cada etapa delas, cada evolução, cada pequeno avanço. Não tenho uma data certa para ir para casa, mas tenho uma certeza enorme dentro de mim: estou exatamente onde deveria estar, me sinto em casa. Minhas filhas estão na UTI Neo, cuidadas no método Canguru aqui na MEJC e na UTI Neo do Varela Santiago. Estão bem! O pai tem curtido cada momento e nós nos sentimos felizes, amparados e acolhidos.
Meu maior desejo agora é sair daqui com minhas três filhas saudáveis, fortes — e levar comigo não só elas, mas também toda a gratidão que carrego por cada profissional que fez parte dessa jornada.
Se eu pudesse deixar uma mensagem para outras mães, eu diria: confiem. Existem lugares e pessoas que fazem a diferença de verdade e eu confio nesses profissionais da MEJC de olhos fechados!
Relato de Ana Lívia Eufrázio de Medeiros Farias, mãe das três Marias.
Por Aretha Souza Lins,
Coordenadoria de Comunicação Social da HU Brasil