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Amamentação
Proteger o Aleitamento Materno: Uma responsabilidade compartilhada
Este ano, para a Semana Mundial do Aleitamento Materno 2021, a Aliança Mundial para a Ação em Amamentação (WABA, pela sigla em inglês) selecionou o tema “Proteger o aleitamento materno: uma responsabilidade compartilhada.” O tema está alinhado com a área temática 2 da Semana Mundial do Aleitamento Materno-Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030, que destaca os vínculos entre aleitamento materno e a sobrevivência, saúde e bem-estar das mulheres, crianças e nações.
Na Maternidade Escola Januário Cicco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MEJC-UFRN), vinculada à Rede Ebserh o aleitamento materno é protegido e incentivado durante todo o ano. A instituição conta com um Banco de Leite Humano (BLH), referência no Norte e Nordeste pela rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH), responsável pelo controle de qualidade e distribuição do leite materno pasteurizado para cerca de 80% dos recém-nascidos em situação de risco em todo o estado.
O espaço funciona como um centro de apoio e tem o propósito de promover e proteger o aleitamento materno, ajudando inclusive, mulheres com dificuldades para amamentar. “Qualquer mãe que necessite de ajuda para amamentar seu bebê pode e deve procurar o serviço especializado dos Bancos de Leite Humano”, salienta a coordenadora do BLH da MEJC, Ana Zélia Pristo.
“A amamentação é responsabilidade de todos, a mulher precisa ser apoiada pelo companheiro, pela família, pelos profissionais de saúde que forem atendê-la, por toda sua rede de apoio”, completa a especialista.
É o caso da assistente administrativo da MEJC, Camila Guedes, mãe de primeira viagem, encontrou o apoio no companheiro e na família para amamentar sua pequena Isabela que hoje está com cerca de 02 meses de vida.
“Amamentar exclusivamente exige muita doação e entrega da mãe, é estar à disposição dia, noite e madrugada, muitas vezes sem conseguir dormir”, comenta Camila.
Ela relata que tem total apoio do marido, que cuida de tudo da casa e garante as suas refeições para que ela possa se dedicar, exclusivamente ao cuidado com a filha. “É exaustivo, mas recompensador”, afirma.
Camila é uma das doadoras do Banco de Leite da MEJC e se diz realizada em poder ajudar outros recém-nascidos que tanto necessitam deste alimento.
“Lembrei dos bebês prematuros, em especial os da MEJC e do quanto eu poderia ajudá-los com um gesto tão simples, mas de grande importância para o desenvolvimento deles. É gratificante saber que além da minha filha, têm outros bebês crescendo saudáveis com o alimento mais poderoso do mundo”, relata a mãe.
Doações em época de pandemia
O Banco de Leite Humano da MEJC sempre esteve em funcionamento e recebendo doações, mesmo nos momentos dos altos índices da Covid-19. Mesmo o banco já possuindo em sua rotina cuidados na manipulação segura do leite humano, as práticas de higiene durante coleta e transporte do leite materno foram reforçadas seguindo as orientações das autoridades de saúde, como o uso de máscaras de proteção, toucas, luvas e aventais descartáveis.
A doação segue a mesma orientação de antes. Para ser doadora, a mulher deve estar saudável (sem nenhum processo gripal), além de não ter doença infectocontagiosa, como Aids, sífilis e hepatites, nem ter tomado medicamento de uso contínuo, como psicotrópicos. Para a coleta do leite, deve-se primeiramente lavar as mãos com água e sabão e usar touca e máscara, então coleta-se o leite em um frasco esterilizado.
Doadoras com suspeita ou confirmação de Covid-19 devem suspender a doação por 14 dias, mas devem amamentar seus bebês sem interrupção seguindo protocolos de higiene nas mãos e uso de máscara.
Qualquer quantidade de leite pode ajudar. Dependendo do peso do recém-nascido, 1 ml já é suficiente para nutri-lo a cada refeição. Vale ressaltar que o pote não precisa estar cheio para doar e fazer a diferença.
Como Doar
Basta ligar para o telefone 84 3342.5800 e fazer o cadastro e agendamento. Serão disponibilizadas informações sobre os procedimentos de doação. A doadora receberá em casa um kit com os recipientes de vidro e tampa de plástico esterilizados.
O Banco de Leite da MEJC conta com a rota domiciliar, em parceria com o Programa Bombeiro Amigo do Peito, do Corpo de Bombeiros Militar (CBM/RN), tem por objetivo a captação de leite materno para os bebês hospitalizados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Enfermaria Canguru sendo realizada semanalmente, no endereço da doadora.
Sobre a Rede Ebserh
A MEJC faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde agosto de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.
Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.