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SAÚDE DA MULHER
Conheça formas de prevenção que reduzem a incidência de câncer do colo do útero
Natal (RN) – De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – INCA, o câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, é causado pela infecção genital persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV. A médica ginecologista da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC-UFRN), da Rede Ebserh, Fabiana Kariny A. Gomes Batista, fala sobre sinais de alerta, formas de prevenção e tratamento da doença.
Fabiana Kariny enfatiza que o câncer do colo do útero ainda é uma doença silenciosa causada principalmente pela infecção persistente dos tipos 16 e 18 de HPV, “o HPV é uma infecção sexualmente transmissível que, em alguns casos, pode levar ao desenvolvimento de alterações celulares no colo do útero, que podem evoluir para o câncer”, disse a profissional. Dentre os fatores de risco, também estão múltiplos parceiros sexuais, tabagismo e sistema imunológico baixo.
Nas fases iniciais, é possível que o câncer do colo do útero não apresente sintomas evidentes, quando os sintomas começam a aparecer, podem incluir sangramentos vaginais fora do período menstrual ou após relações sexuais; secreção vaginal anormal, que pode ser aquosa, sanguinolenta ou com odor forte; dor durante a relação sexual; e dor pélvica persistente. Esses são sinais de alerta para a mulher procurar um profissional para o diagnóstico precoce.
Prevenção e incidência
A médica ginecologista da MEJC, Fabiana Kariny, esclarece que há formas de prevenção do câncer do colo do útero, a exemplo da vacinação contra o HPV. “A vacina é eficaz na prevenção dos tipos de HPV mais associados ao câncer cervical, ela é recomendada para meninas e meninos, preferencialmente entre 9 e 14 anos”, explica.
Exames de rotina, como o exame de papanicolau (ou citologia cervical) é uma forma eficaz de detectar alterações celulares precoces no colo do útero antes que se tornem câncer. A recomendação é que mulheres entre 25 e 64 anos realizem esse exame regularmente.
O uso de preservativos durante a relação sexual é outro meio de prevenção que pode ajudar a prevenir a infecção por HPV. “Há formas de prevenção, e elas são extremamente importantes para reduzir a incidência de câncer do colo do útero”, enfatiza Fabiana Kariny.
O câncer do colo do útero é mais comum em mulheres com idade entre 35 e 44 anos. No entanto, pode ocorrer em mulheres mais jovens, especialmente em casos nos quais o HPV não é tratado ou detectado precocemente. A incidência da doença tende a diminuir em mulheres acima de 60 anos, quando o câncer pode ser menos prevalente.
Diagnóstico e tratamento
A MEJC conta com serviço para o tratamento do câncer do colo do útero, dispondo de ambulatório especializado nas doenças do colo uterino, onde são feitos diagnósticos e tratamentos das lesões pré-malignas.
“É fundamental enfatizar a importância do diagnóstico precoce e da prevenção, que são as principais estratégias para reduzir a mortalidade pelo câncer do colo do útero. A vacinação contra o HPV e o exame de Papanicolau são medidas simples, acessíveis e extremamente eficazes para evitar o desenvolvimento dessa doença. A conscientização sobre esses métodos pode salvar muitas vidas”, destaca a médica ginecologista da MEJC, Fabiana Kariny.
Sobre a Rede Ebserh
A MEJC-UFRN faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.