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ESCLARECIMENTO
Dia Mundial de Combate à Hanseníase encerra Janeiro Roxo
Todos os anos, no último domingo do mês de janeiro é reservado para lembrar o Dia Mundial da Lua contra a Hanseníase. O objetivo da data é levantar a discussão sobre a doença, que ao longo do tempo sofreu uma série de preconceitos. No ambulatório do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia e vinculado à Rede Ebserh (Hupes-UFBA/Ebserh) até oito novos casos são registrados todos os meses e cerca de 40 pacientes buscam o hospital em busca de tratamento para a doença.
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica, causada pelo Mycobacterium leprae. Apresenta múltiplas formas, que manifestam-se por diferentes tipos de lesões na pele. A característica mais importante dessas lesões é a diminuição da sensibilidade nas mesmas, devido ao acometimento de terminações nervosas livres e/ou troncos nervosos.
Segundo Dr. Paulo Machado, responsável pelo ambulatório de Hanseniáse, a Bahia é considerada de média endemicidade, ou seja, é definida como uma doença típica da região. Porém, o grande problema está na dificuldade do diagnóstico precoce, além dos casos não diagnosticados, o que dificulta o tratamento em muitas situações.
Tratamento
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o tratamento e acompanhamento da doença em unidades básicas de saúde e centros de referências. O tratamento da doença é realizado com a poliquimioterapia, uma associação de antibimicrobianos, recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Os medicamentos são seguros e eficazes. O paciente deve tomar a primeira dose mensal supervisionada pelo profissional de saúde. As demais são realizadas pelo próprio paciente.
Marines fez todo o tratamento pelo SUS e foi considerada completamente curada no ano de 2014. Porém, o tempo de espera até a descoberta da doença deixou complicações permanentes. “Pelo tempo passado, perdi a força da mão, pernas e braços. Ainda tenho dificuldades para realizar as atividades mais simples do dia a dia”, conta.
Por isso, a enfermeira orienta as pessoas a conhecer a doença e a procurar um serviço de saúde se identificar algum sintoma. “Para pessoas que suspeitam ter a doença, eu aconselho que procurem uma segunda opinião, para iniciar o tratamento o mais rápido possível. Além disso, diria para as pessoas que procurem saber mais sobre a hanseníase. Existe muito preconceito e o que a pessoa mais precisa nesse momento é de apoio”, desabafa.
Serviço:
O ambulatório funciona toda segunda-feira, à tarde. A marcação para primeira consulta deve ser feita através da regulação municipal via posto de saúde ou na Secretaria de saúde do município nos casos de pacientes do interior.
Sintomas da Hanseníase
• Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas.
• Áreas com diminuição dos pelos e do suor.
• Dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas.
• Inchaço de mãos e pés.
• Diminuição sensibilidade e/ou da força muscular da face, mãos e pés, devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos.
• Úlceras de pernas e pés.
• Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.
• Febre, edemas e dor nas juntas.