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CAMPANHA
HUPAA promove atividade de conscientização sobre a Doença de Chagas
Maceió (AL) - No Dia Mundial da Doença de Chagas, celebrado nesta terça-feira (14), uma ação de conscientização mobilizou pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, da Universidade Federal de Alagoas (HUPAA-Ufal), vinculada à Rede HU Brasil. Com a distribuição de panfletos e outros materiais informativos, a iniciativa alertou que a doença pode trazer consequências graves quando não diagnosticada a tempo.
Durante a mobilização, iniciativa da Unidade de Doenças Infecciosas e Parasitárias (UDIP/HUPAA), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e o Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacen), o infectologista da UDIP, Arthur Paiva, reforçou que a Doença de Chagas pode se manifestar de diferentes formas ao longo do tempo e, muitas vezes, passa despercebida. Segundo ele, essa característica silenciosa é um dos maiores desafios para o controle do problema.
“Na fase aguda, transmitida pelo barbeiro, podem surgir sinais como o Sinal de Romana, que é um inchaço indolor nas pálpebras, ou o chagoma de inoculação, uma lesão endurecida e avermelhada no local da picada. Também pode haver febre, mal-estar ou até nenhum sintoma”, explicou.
O especialista destacou que, após essa fase inicial, muitos pacientes entram no estágio chamado indeterminado, quando não há sintomas aparentes. “É comum que a pessoa só descubra a doença anos depois, por exemplo, ao tentar doar sangue ou por já ter vivido em área endêmica. Já na fase crônica, podem surgir complicações cardíacas, como arritmias e falta de ao fazer esforço, ou digestivas, como dificuldade para engolir e constipação”, afirmou.
Outro ponto de alerta é o fato de que a maioria das pessoas infectadas não percebe a doença no início. “Muitos contraíram a doença há vários anos e não apresentaram inicialmente sintomas ou estes não foram valorizados, já que regridem espontaneamente, embora a doença possa silenciosamente continuar progredindo”, pontuou.
Sobre o diagnóstico, ele explica que há diferenças conforme a fase da doença. “Na fase aguda, é possível identificar diretamente o parasita no sangue. Já nas fases posteriores, a sorologia passa a ser mais importante, pois detecta os anticorpos contra o parasita”, explicou.
O tratamento, quando indicado, é feito com o benznidazol nas fases iniciais e também em casos selecionados da fase crônica, com o objetivo de evitar ou retardar a progressão da doença. No HUPAA, os pacientes contam com acompanhamento contínuo de especialistas e exames complementares, com retorno regular ao ambulatório. “A imensa maioria não precisa de internação”, destacou Arthur.
No entanto, o especialista alertou que se a doença não for tratada, ela pode evoluir para formas crônicas com complicações graves e até levar ao óbito. “Todo indivíduo que já tenha residido em área de ocorrência da doença de Chagas, nasceu de mãe portadora da doença ou já conheceu o barbeiro deveria fazer exames”, orientou.
No Dia Mundial da Doença de Chagas, o infectologista falou sobre a importância da data. “É um momento de mobilização e alerta para a população sobre uma doença que ainda é negligenciada. Quando diagnosticamos em tempo oportuno, conseguimos intervir antes que surjam complicações, o que faz toda a diferença na vida do paciente”, concluiu.
Sobre a HU Brasil
O HUPAA-Ufal faz parte da Rede HU Brasil desde 2014. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. É responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.
Por Suzana Gonçalves
Coordenadoria de Comunicação Social da HU Brasil