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QUEM CUIDA MERECE CUIDADO
Projeto do HULW objetiva dar maior atenção aos acompanhantes de pacientes internados
Humanizar o atendimento com olhar diferenciado para aqueles que se dedicam a ficar ao lado do ente querido em momentos difíceis de enfermidade. Essa é a proposta do projeto “Quem cuida merece cuidado”, iniciativa da equipe da Unidade de Clínica Médica do Hospital Universitário Lauro Wanderley, da Universidade Federal da Paraíba e vinculado à Rede Ebserh (HULW-UFPB/Ebserh).
“A ação consiste numa iniciativa de educação em saúde direcionada aos acompanhantes dos pacientes internados na clínica médica. Nesse sentido, propõe a humanização do cuidado ao fomentar o fortalecimento dos vínculos entre profissionais-acompanhantes/família/paciente viabilizando um diálogo aberto e acolhedor sobre temas relacionados ao cotidiano do internamento e à saúde”, esclareceu a assistente social, Dandara Correia.
O projeto, iniciado em 2019 (antes da pandemia), tem como público-alvo familiares e acompanhantes de pacientes internados na unidade, que fica localizada no quinto andar do prédio do hospital-escola. Na condução estão envolvidos profissionais da Terapia Ocupacional e do Serviço Social, além de contar com a parceria da equipe multiprofissional que contribui de acordo com os temas abordados em cada momento.
A terapeuta ocupacional Wanessa Nascimento explica que o principal objetivo é promover um espaço de acolhimento e cuidado ampliado à saúde dos acompanhantes dos usuários hospitalizados na Clínica Médica do HULW. Tem como finalidade ainda proporcionar momentos de escuta qualificada e estimular reflexões sobre o papel do cuidador no contexto da hospitalização.
Antes da pandemia, o projeto acontecia semanalmente na sala da Terapia Ocupacional e reunia grupos de acompanhantes/familiares. Em 2020, com o avanço da covid-19, os encontros foram interrompidos e retomados apenas este ano. Todas as quartas-feiras, às 11 horas, as equipes vão até as enfermarias e realizam abordagens breves (em torno de 15 minutos).
Somando o ano de 2019 e os 10 meses de 2021 já foram alcançados aproximadamente 337 participantes, número acima do estipulado como meta do projeto (80 participantes a cada ano). “Ao longo dos encontros, foi possível observar uma participação ativa dos presentes, ao exporem suas vivências pessoais e da rotina hospitalar. Tal fato revela o quanto os acompanhantes precisam ser inseridos no projeto terapêutico de cada usuário, pois contribuem de forma significativa para a recuperação e tratamento e também são sujeitos que adoecem no processo da internação”, detalha a assistente social.
Por Jacqueline Santos - Jornalista HULW-UFPB/Ebserh