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AGOSTO DOURADO
Aleitamento Materno é foco de campanha mundial pela saúde da mãe e do bebê
João Pessoa (PB) – Este ano, o Agosto Dourado, mês dedicado ao incentivo, proteção e apoio à amamentação, traz o tema "Amamentação para um começo de vida saudável: fortaleça o que funciona". A campanha tem como ponto alto a Semana Mundial do Aleitamento Materno (período entre 1° a 7 de agosto), mas durante todo o mês são discutidas ações e estratégias para criar redes de apoio, garantir orientações gratuitas e valorizar ações para mães e bebês prematuros internados nas unidades neonatais.
Em alusão à data, o Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba (HULW-UFPB/HU Brasil) está realizando atividades para reforçar a importância do aleitamento materno. Na última terça-feira (4), o evento aconteceu no Ambulatório de Follow-up Neonatal e contou com distribuição de material educativo intitulado “Amamentação bem-sucedida: um guia de amor e saúde” para os usuários do serviço.
A programação segue nesta segunda-feira, dia 10, com uma ação destinada a funcionários da instituição, no período da manhã, e às mães da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN) e da Unidade Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), à tarde. “As iniciativas têm o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os benefícios do aleitamento e destacar que o apoio à mulher que amamenta deve ser um compromisso coletivo, envolvendo familiares, profissionais de saúde, empregadores e toda a sociedade”, explicou a enfermeira Karinna Lima, supervisora da UCIN e da Posto de Coleta de Leite Humano do HULW.
O Agosto Dourado tem papel fundamental na sensibilização da população. Trata-se de uma campanha nacional, criada em 1992 pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (WABA), em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). A cor dourada simboliza o “padrão ouro de qualidade” do leite materno, considerado completo e essencial para o desenvolvimento saudável do bebê. No Brasil, a campanha é oficializada pelo Ministério da Saúde e ocorre durante todo o mês de agosto, com destaque para a Semana Mundial da Amamentação, de 1º a 7 de agosto. A iniciativa ganhou ainda mais força com a lei federal 13.435/2017.
Campanha teve início em 1990
A campanha global começou em 1992, criada pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (WABA) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). No Brasil, a iniciativa ganhou ainda mais força com a lei federal 13.435/2017, que instituiu a campanha do Agosto Dourado, considerada fundamental para a saúde pública.
Mitos e verdade sobre o aleitamento materno
Apesar de ser um tema comum à maioria das famílias e presente todos os anos na rede pública, a questão da amamentação é cercada de dúvidas e incertezas que chegam para as equipes que atuam nos bancos de leite. Confira alguns mitos e verdades esclarecidos por especialistas da HU Brasil:
Para voltar a trabalhar, a mulher deve desmamar o bebê.
MITO. Ela pode ser orientada a ordenhar o leite de forma adequada e armazená-lo sob refrigeração no freezer doméstico para ser utilizado nos horários que ela não estiver disponível.
As mamas podem ficar "empedradas" se a mulher não amamentar.
EM PARTE. Ele não "empedra". Quando o leite acumula, ele forma nódulos que dão esta sensação. Este acúmulo de leite causa desconforto nas mamas, é o que chamamos de ingurgitamento mamário. Normalmente, existe apojadura que é limite máximo de produção de leite, que acontece em média de 3 a 5 dias de vida. O único remédio é a retirada para aliviar e resolver o desconforto mamário.
Cirurgias plásticas nos seios podem afetar a amamentação.
VERDADE. Em alguns casos, onde há lesão dos ductos mamários, isto pode acontecer. Portanto, faz parte da anamnese obter esta informação, com acompanhamento sistemático do recém-nascido quanto à saciedade e ganho de peso, principalmente após a alta hospitalar.
Existe leite fraco.
MITO. O leite materno nunca é fraco. A composição do leite atende às necessidades nutricionais do bebê. Mas este mito é a principal causa de desmame globalmente.
O tamanho dos seios influencia na quantidade de leite produzido.
MITO. O tamanho dos seios se deve à presença da glândula mamária, gorduras e outras estruturas. Portanto, mamas pequenas ou grandes não são fatores determinantes do volume produzido.
Quem fez cesárea deve esperar um tempo para amamentar.
MITO: O recém-nascido em boas condições pode ser levado ao seio logo após o nascimento. Com a sucção, vai determinando a produção.
Mesmo gripada, a mãe deve manter a amamentação.
VERDADE: Quando a mãe é infectada por um vírus respiratório (como o da gripe), seu sistema imunológico produz anticorpos específicos (IgA secretora) que são transferidos diretamente ao bebê pelo leite humano, protegendo-o contra a infecção ou atenuando seus sintomas. Manter os seguintes cuidados: A mãe deve praticar a higienização frequente das mãos e, se desejar, utilizar máscara facial durante a mamada para reduzir o contágio por gotículas respiratórias.
O HIV passa de mãe para filho.
VERDADE: O vírus HIV pode ser transmitido via leite materno (transmissão vertical). Por esse motivo, no Brasil, a infecção pelo HIV na mãe é uma contraindicação absoluta para a amamentação, mesmo que a carga viral esteja indetectável.
Bebê que não engorda deve receber suplementação.
MITO (como primeira conduta ou regra geral): O ganho de peso insuficiente precisa de avaliação diagnóstica criteriosa antes de qualquer indicação de suplementação com fórmula infantil. Deve-se avaliar a técnica de amamentação (pega, posicionamento e frequência das mamadas — livre demanda); verificar se o bebê tem língua presa ou se há ingurgitamento mamário na mãe; aumentar o estímulo à mama e garantir que o bebê tome o "leite do final" (rico em gordura). Caso seja estritamente necessária a complementação temporária, a primeira escolha é o próprio leite materno ordenhado. Se indisponível, recorre-se ao leite humano pasteurizado de Banco de Leite e, em última instância, à fórmula infantil — administrada preferencialmente no copinho ou colher, evitando mamadeiras para prevenir a confusão de bicos.
Fontes:
Maria Cândida Bouzada, HC-UFMG/HU Brasil
Letícia Karina Rodrigues, Hucam-Ufes/HU Brasil
Ana Zélia Pristo de Medeiros Oliveira, MEJC-UFRN/HU Brasil
Sandra Valesca Ferreira de Souza, CH-UFRJ/HU Brasil
Fabiana Santos Araújo, Humap-UFMS/HU Brasil
Grace Santos, HU-Furg/HU Brasil
Sobre a HU Brasil
O Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB) integra a HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
Gerência Executiva de Comunicação Social – HU Brasil