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DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO
Tabagismo está associado a mais de 50 doenças e aumenta risco de câncer de pulmão
Campina Grande (PB) - Cigarros convencionais, eletrônicos, charutos e outras formas de consumo de tabaco expõem o organismo a substâncias prejudiciais e estão associados ao desenvolvimento de mais de 50 doenças. No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, especialistas reforçam que evitar o início do consumo e abandonar o tabagismo são medidas fundamentais para reduzir os danos provocados pelo fumo.
Entre as enfermidades relacionadas ao tabagismo estão problemas respiratórios, como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e enfisema, além de doenças cardiovasculares e diferentes tipos de câncer. A pneumologista do HUAC-UFCG/HU Brasil, Andrezza Duarte, alerta que os riscos não estão restritos ao cigarro convencional.
“Todas as formas de fumo, incluindo os cigarros eletrônicos, que têm se tornado muito comuns, além dos cigarros convencionais e charutos, podem levar ao desenvolvimento de diversas doenças. Por isso, a principal mensagem desta data é conscientizar a população sobre a importância de parar de fumar e, para quem nunca fumou, de não iniciar esse hábito”, destaca.
Um dos principais problemas associados ao tabagismo é o câncer de pulmão, doença com elevada taxa de mortalidade, sobretudo quando descoberta em fases avançadas. O hábito de fumar também aumenta o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras complicações que comprometem a qualidade de vida.
Apoio para parar de fumar
Embora abandonar o cigarro seja um processo complexo, existem estratégias e recursos para auxiliar quem deseja interromper o consumo. No HUAC-UFCG, um projeto de extensão ligado à Universidade Federal de Campina Grande desenvolve atividades de apoio à cessação do tabagismo, com a participação de profissionais, estudantes e residentes.
“É um momento em que conseguimos orientar os pacientes que desejam parar de fumar e oferecer apoio durante esse processo. Geralmente, recebemos pessoas encaminhadas pelos próprios ambulatórios do hospital, principalmente da Pneumologia. Também acontece de um paciente que já participa trazer um familiar ou amigo que deseja parar de fumar”, explica Andrezza Duarte.
O acompanhamento inclui orientação e conscientização sobre os riscos do tabagismo, além da possibilidade de utilização de recursos terapêuticos, como adesivos de reposição de nicotina e medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde (MS), de acordo com a indicação para cada paciente.
Para a especialista, buscar ajuda aumenta as possibilidades de conduzir o processo de cessação de maneira adequada, especialmente porque a dependência do tabaco envolve fatores físicos e comportamentais e pode exigir acompanhamento profissional.
Atenção ao câncer de pulmão
Além de prevenir o início do tabagismo e incentivar a interrupção do hábito, especialistas defendem a ampliação de estratégias que permitam identificar precocemente o câncer de pulmão entre pessoas com maior risco.
O pneumologista do HUAC-UFCG/HU Brasil, Thiago Fagundes, explica que o rastreamento tem como objetivo investigar indivíduos sem sintomas, mas que apresentam fatores de risco relacionados à idade e ao histórico de consumo de tabaco.
“A ideia do rastreamento é semelhante à adotada para outros tipos de câncer: avaliar pessoas que ainda não apresentam sintomas para tentar encontrar uma eventual doença em uma fase inicial. Isso pode permitir uma abordagem mais precoce e aumentar as possibilidades de tratamento”, explica.
Segundo o pneumologista, pessoas a partir dos 50 anos com histórico importante de tabagismo, especialmente as que ainda fumam, devem buscar orientação com um profissional de saúde para avaliar individualmente os riscos. Para quem continua fumando, a primeira medida é receber apoio para interromper o consumo.
Nos grupos para os quais o rastreamento é indicado, a avaliação pode envolver a realização de tomografia computadorizada de tórax de baixa dose, sem contraste. Caso sejam identificadas alterações suspeitas, o paciente pode ser encaminhado para investigação diagnóstica especializada.
“O objetivo é conseguir diagnosticar a doença mais cedo e evitar que o câncer seja descoberto apenas quando já está em uma fase avançada. Quanto mais precocemente conseguimos identificar uma alteração suspeita e encaminhar esse paciente para investigação, maiores são as possibilidades de uma abordagem adequada”, afirma.
Prevenção começa antes do primeiro cigarro
O alerta dos especialistas também se estende aos cigarros eletrônicos, cujo uso tem se popularizado nos últimos anos. Apesar das diferenças entre os produtos, eles não devem ser encarados como uma alternativa sem riscos à saúde.
“Todas as formas de fumo podem levar ao desenvolvimento de diversas doenças. Por isso, a orientação é para que quem fuma procure ajuda para parar e quem não fuma não inicie esse hábito”, finaliza a pneumologista Andrezza Duarte.
Sobre a HU Brasil
O Huac-UFCG faz parte da Rede HU Brasil desde 2015. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
Por Luiz Carlos Lima, com edição de Maria Carvalho Costa
Unidade de Imprensa Regional Nordeste e Norte (UIRNN)
Gerência Executiva de Comunicação social (GESC) da HU Brasil