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Segurança do Paciente
Huab lança campanha de Prescrição Segura de Medicamentos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, em 2017, o 3º Desafio Global de Segurança do Paciente com o tema “Medicação sem Danos” em reconhecimento ao alto risco de danos associados ao uso de medicamentos. A meta desse desafio é reduzir em 50% os danos graves e evitáveis relacionados a medicamentos a partir do desenvolvimento de sistemas de saúde mais seguros e eficientes em cada etapa do processo de medicação: prescrição, dispensação, administração, monitoramento e utilização.
Nesse contexto, a Unidade de Farmácia Clínica (UFC) em parceria com o Setor de Gestão da Qualidade e Vigilância em Saúde (SGQVS) lança a Campanha: “Prescrição Segura” com a finalidade de divulgar e discutir estratégias para prevenir e mitigar danos relacionados aos erros de prescrição.
Confira abaixo os principais passos para segurança na prescrição de medicamentos.
1) Evitar o uso de abreviaturas, siglas e símbolos
Recomenda-se que os medicamentos sejam prescritos sem o uso de abreviaturas, pois seu uso aumenta a chance de erro de medicação.
Uso de abreviaturas que não estão padronizadas ou uso de expressões vagas como: “uso a critério”, “se necessário”, “se febre”, devem vir acompanhadas de todas as condições para a administração dos medicamentos, caso contrário, não devem ser utilizadas. O uso de unidades de medidas não métricas (como colher, frasco, ampolas) não deve ser utilizado. A prescrição deve constar a correta dosagem do medicamento, favorecendo a dispensação e administração segura.
2) Prescrição de medicamentos de alta vigilância (MAV)
Medicamentos de alta vigilância são aqueles que apresentam risco aumentado de provocar danos significativos aos pacientes em decorrência de falha no processo de utilização.
No aplicativo AGHU, os medicamentos de alta vigilância estão sinalizados por meio da sigla {MAV} antecedendo a descrição do produto, essa sigla permanece visível tanto na prescrição médica eletrônica quanta na prescrição médica impressa.
As doses dos medicamentos de alta vigilância deverão ser conferidas com dupla checagem na fase dos cálculos para prescrição, na análise farmacêutica para dispensação e pela enfermagem nos momentos do preparo e administração. Conheça os Medicamentos de Alta Vigilância do Huab acessando o link a seguir:
3) Prescrição de medicamentos com grafia ou som semelhantes
Medicamentos cujos nomes são reconhecidamente semelhantes a outros de uso corrente na instituição devem ser prescritos com destaque na escrita da parte do nome que os diferencia, e pode ser utilizada letra maiúscula ou negrita. Exemplos de nomes semelhantes:
DOPAmina e DOBUtamina
Acesse o documento “Segurança no uso de medicamentos com grafia e som semelhantes” disponível no link abaixo:
4) Descrição do preparo de medicamentos
a) Reconstituição e Diluição
A reconstituição e diluição dos medicamentos são etapas importantes no processo do preparo de medicamentos, que acarretam impacto sobre a estabilidade e a efetividade do medicamento. Pois em alguns casos a incompatibilidade leva à diminuição ou à perda da ação farmacológica do medicamento.
b) Velocidade de infusão
A velocidade de infusão está associada a reações adversas clássicas, tal como a “síndrome do homem vermelho”, que ocorre com a infusão rápida de vancomicina.
É indispensável, portanto, a definição da velocidade de infusão na prescrição, considerando-se a melhor evidência científica disponível, assim como as recomendações do fabricante do medicamento.
Na intranet do Huab constam manuais e guias de diluições com informações referentes ao reconstituinte, diluente, volume de expansão, estabilidade, concentração máxima de administração, tempo de infusão etc. Seguem os links abaixo:
5) Pontos de transição do paciente (Conciliação medicamentosa)
Na admissão do paciente no Huab deverá ser relacionada a lista de medicamentos já em uso pelo paciente, avaliando a necessidade de continuidade, alteração ou suspensão da terapia medicamentosa usada antes da internação
Na alta hospitalar, o paciente deverá receber uma prescrição contendo todos os medicamentos de que fará uso e as recomendações necessárias à continuidade do tratamento.
Sobre a Rede Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.
Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.