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TRANSPARÊNCIA
HU-Univasf explica as medidas adotadas diante do cenário de atenção à saúde da Rede PEBA (Pernambuco e Bahia)
O HU-Univasf vai encerrar o serviço de neurocirurgia?
FAKE – O HU enfrenta, atualmente, um déficit na escala de neurocirurgiões, o que tem impactado o andamento de procedimentos da especialidade de neurocirurgia. A instituição não possui interesse em encerrar a prestação de atendimentos nesta especialidade, tendo em vista a sua relevância para a população, em conjunto com as demais especialidades do hospital. Novos fluxos estão sendo adotados e alguns pacientes estão sendo regulados, somente após análise de viabilidade, para serem atendidos mais rápido em outras unidades de saúde.
Os neurocirurgiões do HU-Univasf foram demitidos?
FAKE – Não! Em nenhum momento o hospital decidiu demitir neurocirurgiões. Alguns profissionais solicitaram, por iniciativa própria, encerramento do vínculo com a instituição.
O HU-Univasf encerrou a Residência em Neurocirurgia?
FAKE – Não! A Residência Médica em Neurocirurgia é assistida tanto pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) quanto pelo HU, que é um dos campos de prática para o desenvolvimento das atividades dos residentes. Os recentes esforços feitos por vários atores sobre o descredenciamento resultaram em uma reversão da decisão e manutenção da residência sob diligência, em sobreaviso, até que as condições possam melhorar e a Comissão Nacional de Residências Médicas (CNRM) do Ministério da Educação (MEC) possa realizar nova visita ao HU-Univasf.
A formação dos residentes é imprescindível para toda a região, tendo em vista a assistência prestada pelo HU para as urgências e emergências que incluem neurologia e neurocirurgia de alta complexidade.
O HU-Univasf está sem anestesiologistas?
FAKE – Não! Há médicos anestesiologistas em atuação no hospital, no entanto, a escala destes profissionais também tem sido sobrecarregada por diversos motivos.
Novos profissionais serão contratados?
FATO – Sim! Novas convocações estão em andamento, assim como pedidos de novas vagas estão sendo pleiteados junto à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), empresa pública vinculada ao Ministério da Educação (MEC), que administra o HU-Univasf e outros 40 hospitais universitários federais em todo o país. As contratações para os hospitais da Rede Ebserh ocorrem APENAS via concurso público ou processos seletivos simplificados/emergenciais.
Os procedimentos cirúrgicos dos pacientes sofrem atraso por descaso do hospital?
FAKE – Não! A taxa de ocupação hospitalar encontra-se constantemente em torno de 130% e, em média, são executados mais de 300 procedimentos cirúrgicos de urgência e emergência por mês na unidade.
As equipes se esforçam diariamente para fornecer resolutividade a todos os casos, entretanto, pelo fato de o HU-Univasf ser um hospital de emergência aberta, e quase a única referenciada para média e alta complexidade em politraumatismo, traumato-ortopedia e neurocirurgia, em uma extensa região que abrange 53 municípios e 2 milhões de habitantes, atrasos e cancelamentos de procedimentos cirúrgicos podem ocorrer por diversos motivos.
Neste sentido, as equipes profissionais do HU-Univasf adotam uma estratégia, chamada de Plano de Capacidade Plena (PCP), com o objetivo de definir os níveis de superlotação da Emergência do hospital, a partir da definição da capacidade instalada e encaminha as ações para as diferentes áreas envolvidas no processo, com vistas à agilidade na tomada de decisões estratégicas para maior rotatividade dos leitos.
Falta financiamento no HU-Univasf?
FAKE – Não! O HU-Univasf/Ebserh é um hospital universitário federal, um dos prestadores de serviços à saúde da Rede PEBA, que tem a missão de atuar como parte integrante do SUS e o atendimento à população é realizado mediante uma contratualização firmado entre o hospital e o gestor local da saúde que é a Secretaria Municipal de Saúde de Petrolina-PE. Ao longo dos anos, o HU-Univasf tem realizado um número cada vez maior de atendimentos médicos, incluindo casos de menor gravidade que não se enquadram no perfil assistencial combinado com a Rede PEBA, sobrecarregando todas as equipes envolvidas no atendimento à população.
Nestes casos, a Ebserh, pela qual o HU-Univasf é gerido, também aporta recursos para custear as ações do Hospital. Diante desse cenário, o HU-Univasf tem absorvido uma demanda muito superior à sua capacidade de atendimento.
É muito importante reforçar que o HU-Univasf, em sendo da Universidade Federal do Vale do São Francisco, é campo de prática para formação de profissionais de saúde, e atua de forma alinhada ao SUS e pelo SUS, comprometido com os atendimentos de saúde e com a formação de profissionais de diversas áreas do conhecimento, missão inerente a este equipamento que está à disposição da sociedade do Vale do São Francisco.
A gestão do HU-Univasf está comunicando o atual cenário aos órgãos e autoridades?
FATO – Sim! Os novos membros do Colegiado Executivo do HU-Univasf (Superintendência e Gerências) têm se reunido continuamente com representantes de órgãos da saúde de ambos os estados, Pernambuco e Bahia. Durante o mês de abril e maio, gestores do HU participaram de reunião da CRIE (Comissão de Co-Gestão da Região Interestadual de Saúde do Vale Médio São Francisco), oportunidade na qual foram discutidas, entre outras pautas, a formalização da Rede PEBA junto ao Ministério da Saúde e o serviço de Neurocirurgia do HU-Univasf, com a presença de representantes de todos os níveis federativos.
Ainda em abril, a secretária estadual de Saúde de Pernambuco e secretaria municipal de saúde de Petrolina-PE realizaram visitas no hospital e conferiram a dinâmica de atendimentos. Os gestores do HU ainda comunicam o cenário de superlotação e déficit de profissionais, de forma constante, ao Ministério Público, CREMEPE, Sede da Ebserh em Brasília e demais instituições que possam colaborar na busca de soluções perante a Rede de Saúde.
"O HU-Univasf não para! Mesmo diante de todas as dificuldades enfrentadas todos os dias, todas as pessoas que estão aqui dentro trabalham incansavelmente para fazer deste hospital um lugar de atendimento à população quando elas passam por maior vulnerabilidade. Estamos aqui 24 horas por dia nos doando, cada um e cada uma cumprindo seu papel e queremos mais, muito mais para as pessoas que são atendidas na nossa instituição. Não pouparemos esforços para que tenhamos ainda mais melhorias para a saúde das pessoas. Não tenham dúvidas disso! Este hospital é um das maiores riquezas que temos ao nosso dispor, dentro do SUS e pelo SUS, aqui na nossa cidade de Petrolina-PE. Esta é a nossa missão!"
Mensagem do Superintendente - Prof. Ricardo Santana de Lima