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SEGURANÇA
Vigilância em saúde contribui para prevenção e controle de riscos no ambiente hospitalar
Aracaju (SE) – A vigilância sanitária é um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. Nos hospitais universitários federais, as ações de vigilância em saúde contribuem para ampliar a proteção dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
No Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS/HU Brasil), o Setor de Gestão da Qualidade (STGQ) acompanha ocorrências relacionadas à vigilância sanitária, em articulação com setores assistenciais e administrativos e com as instâncias de vigilância em saúde. Entre as situações acompanhadas estão eventos adversos (EA), queixas técnicas, notificações e situações que possam representar riscos sanitários, com o objetivo de identificar problemas e subsidiar medidas de prevenção e correção.
Entre as principais frentes de atuação estão a farmacovigilância, a hemovigilância e a tecnovigilância, que permitem o monitoramento sistemático de medicamentos, sangue e hemocomponentes, produtos para saúde e tecnologias utilizadas na assistência. A partir das notificações, são realizadas as análises e os encaminhamentos necessários aos órgãos e sistemas oficiais de vigilância.
Gestão de Riscos Assistenciais
No HU-UFS, a Unidade de Gestão de Riscos Assistenciais (UGRA) faz parte do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente e, em conjunto com a Unidade de Vigilância Epidemiológica, integra o eixo de Vigilância em Saúde da Unidade Hospitalar.
De acordo com o chefe da UGRA do HU-UFS/HU Brasil, Marcos Paulo Almeida, a Unidade atua de forma transversal em todos os setores do serviço de saúde, coordenando os protocolos de segurança do paciente, realizando ações de busca ativa e investigando notificações recebidas pelo sistema VIGIHOSP, que recebe notificações sobre eventos adversos e demais incidentes relacionados aos cuidados de saúde.
“Além disso, a UGRA atua na farmacovigilância, acompanhando sistematicamente suspeitas de reações adversas a medicamentos e problemas relacionados ao uso de fármacos, desde a prescrição até a administração, de forma articulada com o Setor de Farmácia Hospitalar”, detalha Marcos Paulo.
O profissional explica que, na hemovigilância, a Unidade investiga eventos adversos transfusionais, em conjunto com a Unidade Transfusional, contribuindo para o uso racional e seguro dos hemocomponentes. Na tecnovigilância, o foco está na segurança relacionada ao uso de produtos para saúde e equipamentos médico-hospitalares, com a investigação de suspeitas de queixas técnicas, desvios de qualidade e questões relativas à suspensão, ao cancelamento ou a alterações no registro sanitário de produtos para saúde.
“Ao integrar os eixos de segurança do paciente, farmacovigilância, hemovigilância e tecnovigilância em um sistema único de gestão, promove uma cultura não punitiva de notificação e realiza ações educativas contínuas em prol da qualidade e da segurança da assistência prestada no HU-UFS”, enfatiza Marcos Paulo Almeida.
Vigilância em saúde
O processo de vigilância em saúde também contempla a elaboração de relatórios e a emissão de recomendações técnicas. As informações produzidas subsidiam a tomada de decisão e o aprimoramento contínuo dos processos assistenciais.
Outra iniciativa é a publicação de boletins de alerta de vigilância sanitária, que contribuem para disseminar informações e orientar os profissionais quanto aos riscos identificados e às medidas de prevenção e controle.
A vigilância sanitária é uma ferramenta de gestão de riscos e de apoio à melhoria dos processos relacionados à qualidade da assistência. As ações desenvolvidas buscam transformar notificações e informações em oportunidades de aprendizado e aperfeiçoamento dos processos de trabalho.
Sobre a HU Brasil
O HU-UFS integra a Rede HU Brasil desde 2015. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.