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Campanha no HU-UFS auxilia no diagnóstico e tratamento da hanseníase
Pacientes com suspeita de hanseníase procuraram o Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), integrante da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), nesta quarta-feira, 26, para aderir à campanha de combate à doença. Foram disponibilizadas 40 senhas de atendimento, sendo que os casos diagnosticados como graves estão sendo encaminhados para acompanhamento no próprio Hospital Universitário da UFS, enquanto as situações com menor gravidade estão sendo direcionadas para a unidade de saúde de referência, a fim de iniciar o uso de medicação específica.
De acordo com o supervisor do Programa de Residência Médica em Dermatologia do HU-UFS, o dermatologista Pedro Dantas, a campanha é uma parceria do Hospital Universitário com a Sociedade Brasileira de Dermatologia. “É uma ação que acontece todo ano, porque a hanseníase, que é a antiga lepra, ainda apresenta muitos casos, no Brasil, que é o segundo país em termos de casos, e particularmente aqui no nosso Norte-Nordeste, ficando atrás apenas da Índia. São muitos casos também não diagnosticados. Como essa é uma condição tratável, a ideia é que a gente consiga identificar o quanto antes esses pacientes, não só porque vai evitar que eles possam ter incapacidades, porque é uma doença que pode levar à lesão de nervo, à alteração de sensibilidade, e que faz incapacidade mesmo, mas também para evitar que esses pacientes transmitam a doença para outras pessoas”, resume o médico.
Diagnóstico precoce
Para ele, quanto mais cedo é feito o diagnóstico, melhor. “A ideia dessas campanhas é realmente tentar divulgar mais a doença, é uma oportunidade de porta aberta para que esses pacientes com suspeita de lesão sejam diagnosticados precocemente e encaminhados para o tratamento correto. Hoje estamos na campanha, mas durante todo o ano a gente orienta que qualquer paciente que tenha alteração de sensibilidade, em alguma mancha de pele, procure a unidade de saúde para tratar, ou para diagnosticar primeiro, e tratar o quanto antes”, declara Pedro.
Integram a ação desta quarta-feira membros do Serviço de Dermatologia do hospital, dermatologistas voluntários, associados à Sociedade Sergipana de Dermatologia, estudantes de medicina e residentes. Uma das residentes é Karina Rodrigues, que viu na ação uma oportunidade de ampliar o seu conhecimento. “Sou residente do segundo ano de Dermatologia do HU-UFS, e essa campanha é de extrema importância para o nosso aprendizado, porque a gente abre as portas do serviço para a chegada de pessoas novas, e também dá oportunidade para esses pacientes que por algum motivo não têm acesso ou têm dificuldade em conseguir um serviço especializado. Quanto mais pacientes vierem, mais casos a gente conhece, e isso é importante para a sociedade e para o nosso aprendizado”, comenta Karina.
Durante o evento, foi reforçado com as pessoas atendidas que a hanseníase é uma doença comum, causada por um tipo de bactéria transmitida entre indivíduos que convivem diariamente, principalmente em casa e no trabalho. Ela produz lesões na pele, percebidas como manchas com cores variadas, que não costumam coçar e acompanham dormência no local. Pode também prejudicar os nervos, fazendo com que os pacientes tenham dormência em regiões como mãos e pés.
Foi por notar esses sintomas que a técnica em enfermagem Jocilene da Silva procurou atendimento hoje. “Descobri esse problema no meu pé no final do ano passado. Começou como se fosse uma corrente elétrica no pé, procurei atendimento e disseram que poderia ser má circulação ou colesterol. Como não melhorava, fiquei sabendo da campanha pela televisão e procurei o serviço hoje. Infelizmente fui diagnosticada com hanseníase, mas vou seguir as orientações da equipe médica e fazer meu tratamento”, diz.
Sobre a Ebserh
O HU-UFS faz parte da Rede Ebserh desde outubro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.