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AGOSTO LILÁS
Informação e acolhimento são fundamentais no enfrentamento à violência contra a mulher
Teresina (PI) – Agosto Lilás é um mês dedicado nacionalmente à conscientização e ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Dentro dessa campanha, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), vinculado à HU Brasil, reforça a importância de identificar as formas de violência e os caminhos para buscar ajuda, destacando, inclusive, a atuação dos serviços de saúde nessa rede de proteção. O mês foi escolhido para essa mobilização porque faz referência à Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006.
Tipos de violência e o papel da assistência à saúde no enfrentamento
São cinco as principais formas de violência contra a mulher, conforme explica a assistente social do HU-UFPI, Odailma Aragão. Agressões ao corpo da mulher, como tapas, empurrões, socos e queimadura caracterizam a violência física, enquanto a violência psicológica está relacionada a ameaças, humilhações, perseguições, ciúme excessivo, isolamento da família e dos amigos, além do controle sobre as roupas, acessórios, telefone e aos lugares que a mulher frequenta.
A violência sexual acontece quando a mulher é obrigada a ter relação sexual contra a sua vontade e isso pode ocorrer também dentro do casamento. A violência patrimonial é quando existe o controle dos bens da mulher. Em muitos casos, ela é impedida de trabalhar, tem objetos destruídos como uma forma de intimidação ou, até mesmo, o agressor faz dívidas em seu nome. Também existe a violência moral, que inclui ofensas, exposição da intimidade e ataques à reputação da mulher, inclusive nas redes sociais. Essas são as classificações da violência contra a mulher, mas é comum que os casos não apresentem apenas uma forma de agressão, e sim vários tipos de violência associados.
Segundo a assistente social esclarece, muitas mulheres não chegam aos serviços de saúde afirmando diretamente que sofrem alguma violência, por isso é muito importante que a equipe saiba acolher e identificar quando há casos de mulheres em situação de violência durante os atendimentos assistenciais.
Quando existe alguma suspeita, detalha Odailma, a prioridade é realizar uma escuta qualificada, reservada, acolhedora e sem julgamentos. “A mulher recebe os cuidados necessários para sua saúde física e emocional. Conforme cada situação, o atendimento pode envolver profissionais de medicina, enfermagem, serviço social, psicologia e outras áreas”.
A equipe avalia a situação de saúde, a existência de risco à integridade da mulher e as medidas necessárias para preservar a segurança da paciente. Também são realizados os registros e as notificações previstos na legislação, sempre com respeito à privacidade da mulher. “Quando necessário, o hospital articula a continuidade do cuidado com outros pontos da rede, como a atenção básica, os serviços especializados de atendimento à mulher, a assistência social, a Defensoria Pública, o Ministério Público, as delegacias especializadas e os órgãos de segurança”, relata Odailma.
Denuncie!
Se você estiver vivendo uma situação de violência ou conhece algum caso, busque a rede de proteção. Os principais contatos para denúncia são: 180 para a Central de Atendimento à Mulher, e 190 para a Polícia Militar.
Sobre a HU Brasil
O HU-UFPI integra a Rede HU Brasil desde 2012. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
Gerência-Executiva de Comunicação Social/ HU Brasil