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ALERTA À SAÚDE
Dor abdominal e diarreia persistente podem indicar doenças intestinais graves
Teresina (PI) – O Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), vinculado à HU Brasil, reforça a campanha Maio Roxo, iniciativa do calendário da saúde dedicada à conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais (DII): a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Essas enfermidades impactam significativamente a qualidade de vida de centenas de brasileiros.
Crohn e retocolite: inflamação crônica que vai além do intestino
As DII são condições crônicas que impactam o trato gastrointestinal. Conforme explica o proctologista Rafael Lima, essas doenças se caracterizam por uma resposta de imunidade contra o próprio corpo, gerando um processo inflamatório.
A doença de Crohn pode acometer da boca até o ânus, enquanto na retocolite ulcerativa as inflamações acontecem principalmente no reto e no cólon, mais restritas ao intestino grosso. “Em termos de processo inflamatório, a retocolite inflama a mucosa do intestino, então é uma doença um pouco mais restrita à mucosa. Já a doença de Crohn acomete a mucosa e toda a parede do intestino grosso e fino, podendo causar, inclusive, úlceras muito profundas que podem evoluir para perfuração do intestino”, explica.
Os sintomas mais comuns que levam o paciente a buscar atendimento são dor abdominal e diarreia. “Os principais sintomas são diarreia crônica, cólicas abdominais, emagrecimento, principalmente na Doença de Crohn. Na retocolite, os sintomas são diarreia e sangramento nas fezes, junto com mucorreia, que é um muco esbranquiçado”. A confirmação diagnóstica é feita por exames laboratoriais, exames de imagem e, principalmente, pela colonoscopia.
O tratamento, conforme evidencia o especialista, é feito com medicamentos que ajudam a diminuir essa resposta inflamatória. “Dependendo do quadro e do agravamento da doença, podem ser feitos desde anti-inflamatórios via oral ou medicamentos de alta tecnologia, que vão diminuir sobremaneira essa resposta imune”.
O tratamento dessas condições é conduzido por uma abordagem multiprofissional. “É preciso o tratamento nutricional, clínico e, muitas das vezes, cirúrgico. Principalmente na doença de Crohn, cerca de 50% dos pacientes vão precisar, uma vez na vida, de um procedimento cirúrgico”, reforça Rafael Lima.
Sobre a HU Brasil
O HU-UFPI faz parte da HU Brasil desde 2012. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. É responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.
Reportagem: Luís Fernando Lourenço e Marília Rêgo
Coordenadoria de Comunicação Social