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SILÊNCIO
Campanha alerta para conscientização sobre o ruído
Com o tema “Silêncio: bem-estar que cura”, profissionais dos serviços de fonoaudiologia e psicologia da Unidade de Cuidados Intensivos (UCI’s) do Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA), vinculado a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), realizaram nesta quarta, 2, a Campanha do Silêncio. Ação é alusiva ao Dia Internacional de Conscientização Sobre o Ruído comemorado em 27 de abril. A atividade envolveu profissionais das UCI’s Geral, Cardiológica, Neonatal e Pediátrica com o intuito de incentivar a prática do silêncio dentro do ambiente hospitalar.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que 10% da população mundial é exposta a níveis de pressão sonora que podem causar perda auditiva por conta do ruído. Em ambientes hospitalares, a recomendação da OMS é de 30 a 40 decibéis e o limite de exposição ocupacional deve ser de 85 decibéis por 8h de trabalho.
A ação foi iniciada com palestras educativas abordando o tema, como forma de conscientizar os profissionais sobre os males causados pelo ruído e seus excessos, tanto para eles quanto para os pacientes. A apresentação ocorreu dentro das Unidades de Cuidados Intensivos, já que nesses ambientes são comuns ruídos como do ar-condicionado, toques de telefones, aparelhos hospitalares, movimentação de carrinhos de limpeza ou medicamentos, conversas da equipe multiprofissional, entre outros. As palestras foram ministradas pelo fonoaudiólogo Edelcio Ferreira Mouzinho e pela psicóloga Edilena Sousa Santos.
Além das palestras, foram distribuídos materiais informativos. Caracterizado como Charlie Chaplin, um ator fazia uma performance mostrando que para se comunicar com eficiência não precisa fazer barulho. O alerta chamava a atenção também para algumas fontes geradoras de ruído como, carrinhos de curativo, lixeiras, sapatos de salto alto, bater de porta e outros.
A campanha contou com o apoio da equipe de residentes: Denisy Garcia, Juliana Cardoso, Patrícia Cutrim e Luísa Moraes. “Na sexta-feira, as atividades devem alcançar outros setores do hospital para que um maior número de profissionais se mobilizem de forma a incentivar a prática do silêncio no ambiente hospitalar”, explica o fonoaudiólogo Edelcio Ferreira Mouzinho.
A exposição constante a ruídos pode causar muitos efeitos maléficos a saúde, gerando implicações psicológicas como, nervosismo, tensão e insônia, perda da concentração, medo, excitabilidade e outros, além de alterações comportamentais, como redução da produtividade, alterações de humor, estresse, fadiga nervosa, probabilidades para acidentes de trabalho e outros. Os efeitos do ruído não são imediatos, pois dependem do nível de intensidade do ruído, tempo de exposição e predisposição pessoal. Eles aparecem com o tempo e são cumulativos.
Por Alexsandra Jácome