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Workshop no HC debate o gerenciamento do sangue do paciente
O gerenciamento do sangue do paciente (Patient Blood Management, da sigla em inglês PBM) foi tema de workshop na última terça-feira (8), no anfiteatro 1 do Hospital das Clínicas da UFPE. O PBM é uma estratégia de cuidado reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que propõe um novo modelo assistencial baseado em evidências científicas, atuação multiprofissional e cuidado centrado na pessoa. A portaria da Política Nacional do Cuidado do Sangue da Pessoa (PNCSP), que incorpora ideias do PBM, está sendo analisada por instâncias do Ministério da Saúde, e pode ser publicada até o fim deste ano.
O workshop “Dia do PBM: Ciência, Gestão e Inovação para um Novo Modelo Assistencial” contou com participação de autoridades da HU Brasil, Ministério da Saúde, Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) e da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope).
O PBM é sistematizado em três pilares: tratamento da anemia e deficiência de ferro; prevenção e controle de hemorragias; e otimização da tolerância à anemia e uso criterioso de transfusões alógenas (doação de outra pessoa). Com isso, o modelo promove maior segurança, melhoria de desfechos, empoderamento do paciente e economia em saúde.
“É importante educar os profissionais e estudantes sobre o cuidado com a saúde do sangue e institucionalizar o PBM como uma estratégia de cuidado centrada no paciente”, explicou a hematologista do HC e organizadora do evento, Lorena Costa Corrêa.
O professor Axel Hofmann, representante do comitê externo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o avanço do PBM, ministrou a conferência magna sobre os fundamentos do modelo, a visão da entidade global e o panorama da estratégia. “Não há uma dicotomia entre o PBM e a transfusão de sangue. O PBM não é sobre reduzir as transfusões, mas tratar corretamente a saúde do sangue do paciente entendendo o sangue como um órgão multitarefa do corpo humano”, destacou Hofmann em sua explanação.
O Ministério da Saúde já analisa a incorporação do PBM ao Sistema Único de Saúde (SUS). “O grande desafio é a mudança do paradigma atual que é reativo, generalista, emergencial e centrado na transfusão como a primeira ação do tratamento para um modelo focado nas particularidades do paciente e na proatividade dos profissionais no tratamento das anemias e hemorragias”, destacou a coordenadora geral do sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, Luciana Maria de Barros Carlos.
Ao longo da programação, foram abordados a evolução global do PBM e sua aplicação prática nos serviços de saúde, o futuro da estratégia no Brasil, suas implicações para as políticas públicas e os desafios de sua implementação no Sistema Único de Saúde (SUS), apresentando experiências institucionais desenvolvidas no Pará, Bahia, Ceará, no Cisam/UPE e no HC-UFPE.
Sobre a HU Brasil
O HC-UFPE integra a Rede HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
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