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SETEMBRO VERDE
Simpósio de Doação e Transplante do HC aborda desafios e perspectivas
O Hospital das Clínicas da UFPE promoveu o V Simpósio de Doação e Transplante, na manhã desta terça-feira (29), no Anfiteatro 1, reunindo especialistas para discutir aspectos relacionados à temática.
A programação incluiu a participação do coordenador da Central de Transplantes da Secretaria Estadual, André Bezerra, que abordou o tema “Transplante em Pernambuco: desafios e expectativas em 2027”. “A experiência mostra que aqueles centros em que há um bom acesso a informações e treinamento das equipes são os de maior índice de doação e de transplantes”, explicou o gestor, apontando desafios como a necessidade de melhorar a taxa de negativa familiar no Estado (49%, em 2025), o número de transplantes (1.955, em 2025) e a lista de espera (3.985).
A nova legislação de transplantes e seus impactos no HC foram abordados pela chefe da Unidade de Transplante do HC, Larissa Guedes, que destacou a nova Política Nacional de Doação e Transplante (PNDT) com foco no fortalecimento da rede pública e equidade no acesso com a eficiência operacional. Além disso, o processo de doação passa a exigir dedicação, estrutura técnica e operação ininterrupta. “Uma instituição preparada identifica (o possível doador), uma equipe preparada acolhe (a família doadora) e um sistema preparado transforma doação em transplante”, completou Larissa Guedes.
Outro destaque da programação foi a palestra sobre a atuação da equipe de Doação de Órgãos para Transplante no HC, tema apresentado pela médica Cláudia Vilela, da equipe e-DOT (antiga Cihdott) do HC e coordenadora do evento. O HC tem uma das menores taxas de negativa familiar do Estado, atualmente com 12,5%.
“Já iniciamos o acolhimento da família desde o primeiro dia de internamento do paciente neurocrítico e, além disso, temos o projeto de humanização ‘Música para o Coração e a Alma’, que gera essa ligação, e realizamos uma comunicação clara e empática com as famílias. Quando acontece a morte encefálica, não pedimos a doação, mas sim ofertamos a possibilidade de ressignificar o luto promovendo a doação. Isso muda a perspectiva”, afirmou Cláudia Vilela.
A programação também contemplou a discussão sobre o papel da família no processo de doação, acolhimento e luto, com a enfermeira Elizabeth Amorim, homenageada pelos anos de dedicação e por estar prestes a se aposentar. Ela destacou aspectos que influenciam na decisão familiar de doar, como informações prévias, valores pessoais e institucionais e opiniões sobre a assistência prestada. “É preciso usar toda a nossa empatia nesse momento de luto e construir uma relação de ajuda num momento de luto”, explicou a enfermeira.
O simpósio contou ainda com homenagens e depoimentos de pessoas transplantadas e familiares de doadores, além da apresentação “Cantar para Viver”, do Coral Anna Claudia Reithler do HC, vinculado ao projeto "Música para o Coração e a Alma".
Após o Simpósio, os participantes realizaram a já tradicional “Caminhada pela Vida: Hospital das Clínicas”, reforçando a mobilização em torno da importância da doação de órgãos e dos transplantes, saindo da portaria 4 até a portaria 1 do HC.
Sobre a HU Brasil
O HC-UFPE integra a Rede HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
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