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OUTUBRO ROSA
Palestras abordam o autocuidado, a prevenção e a inspiração na luta contra o câncer de mama
A prevenção, o autocuidado, a felicidade e um relato inspirador foram os destaques das palestras que marcaram mais uma ação de sensibilização da campanha Outubro Rosa no Hospital das Clínicas da UFPE, na manhã desta quinta-feira (23), no anfiteatro 1, que acabou com a apresentação do bloco lírico “Eu quero mais”. O HC é uma unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Na abertura do evento, o superintendente do HC, Filipe Carrilho, destacou a importância da temática e a vocação do hospital. “O cuidado próprio e com o outro é fundamental na luta contra o câncer de mama aliada à felicidade e à inspiração do relato de quem passa por isso. O tratamento humanizado e acolhedor é característico do HC e dos seus profissionais”, afirmou Carrilho.
A mastologista do HC e presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia - Regional Pernambuco (SBM-PE), Ana Beatriz Albuquerque, abordou o tema “Câncer de mama e a importância do rastreamento com mamografia” em que mostrou o impacto do rastreamento na redução de mortalidade pela doença, que é responsável por 30% dos diagnósticos de câncer em mulheres no Brasil.
“Baixar a curva de mortalidade é o nosso desafio e isso é possível porque em 95% dos casos detectados precocemente têm ótimo prognóstico e, muitas vezes, reduzindo a necessidade de mastectomia e das sessões de quimioterapia”, explicou Ana Beatriz, citando o estudo CISNET 2023, produzido por um consórcio de pesquisadores, que demonstrou a redução da mortalidade em 37% das mulheres que realizaram a mamografia anualmente dos 40 aos 75 anos. A redução de mortalidade foi de 25,4% para o exame bianual para essa mesma faixa etária.
A especialista destacou ainda em sua palestra a importância de hábitos saudáveis, como atividade física regular e alimentação equilibrada e a atenção a fatores de risco, como obesidade, história familiar, menarca precoce e menopausa tardia, entre outros. Além disso, destacou os casos de alto risco, como histórico familiar de 1º grau, radioterapia torácica prévia e mamas densas ou lesões de significado incerto. “É preciso iniciar o rastreio 10 antes do diagnóstico na parente acometida. Ou seja, se a mãe teve câncer aos 45 anos, o rastreio deve começar aos 35 na filha”, comentou Ana Beatriz.
Autocuidado e felicidade
O professor do Centro de Ciências Médicas (CCM-UFPE) Bruno Severo falou sobre o tema “Felicidade e Autocuidado”. “Felicidade não é obrigação. É um direito. A felicidade está nas coisas simples da vida, como beber água e respirar, por exemplo”, disse “doutor Felicidade”.
Ao longo da palestra, Bruno mostrou uma série de estudos científicos que mostram os benefícios do pensamento positivo, da felicidade, da espiritualidade e do brincar aliado ao tratamento de doenças como o câncer. “A felicidade não é o fim, é o caminho, é o trajeto. Metabolicamente, a felicidade libera neurotransmissores como dopamina, serotonina, melatonina, noradrenalina, oxitocina e endorfina”, completou.
Relato inspirador
O momento de maior emoção ficou a cargo da paciente oncológica do HC Maria Paula Bandeira, de 39 anos, que é advogada e palestrante. “Esse é o meu 15º Outubro Rosa como paciente, desde que recebi o diagnóstico aos 24 anos, em abril de 2011. Cinco anos depois, o câncer virou metastático e faço quimioterapia a cada 21 dias. Não tenho cura, mas tenho vida. Meu sonho é envelhecer. Viver vale a pena”, afirmou Maria Paula, que foi aplaudida de pé pelo público.
Mamografias
Além de ações educativas, o HC-UFPE está ofertando mamografias durante todo o mês de outubro para mulheres cis e trans e homens trans com 40 anos ou mais, já seguindo a nova determinação do Ministério da Saúde. Os pacientes com solicitação médica de profissional do HC devem agendar o exame diretamente na Central de Marcação, apresentando a requisição.
Sobre a Ebserh
O HC-UFPE faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Moisés de Holanda
Coordenadoria de Comunicação Social