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Impactos da exposição à radiação são debatidos em Simpósio do HC
Os impactos da exposição à radiação e seus efeitos biológicos e os cuidados com a segurança do paciente e da equipe profissional foram os assuntos abordados no I Simpósio de Radioproteção do Hospital das Clínicas da UFPE, realizado na manhã desta quinta-feira (22), no auditório do Niate do Centro de Biociências (CB) e Centro de Ciências da Saúde (CCS). O HC é uma unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Com a organização da Comissão de Proteção Radiológica do HC, o evento contou com a participação de médicos, residentes, técnicos e tecnólogos em radiologia, estudantes de graduação e demais profissionais que atuam com exames radiológicos. Por meio de uma série de palestras, o simpósio promoveu a disseminação de boas práticas, a atualização científica e o debate sobre diretrizes regulatórias.
“O evento e o tema da radioproteção são extremamente importantes para os profissionais que atuam na área e para os pacientes (que precisam realizar procedimentos com radiação). Esse conhecimento precisa ser repassado”, destacou o superintendente substituto do HC, Wagner Cordeiro, na abertura do simpósio.
A primeira palestra da manhã, “Boas práticas de radioproteção em Medicina Nuclear”, com o físico médico do HC Antônio Augusto Oliveira, que abordou aspectos gerais da medicina nuclear, cuidados com a exposição ocupacional e com os pacientes (principalmente as gestantes).
“A radioproteção é o conjunto de medidas para proteção do indivíduo e seus descendentes e com o meio ambiente contra os possíveis danos provocados pelo uso da radiação ionizante”, explanou Antônio Oliveira.
“Proteção Radiológica Descomplicada: Fundamentos Essenciais para a Prática Clínica” foi o tema da segunda palestra, esta ministrada pelo também físico médico do HC Tiago Jornada. O especialista destacou a consciência que o profissional deve ter sobre a importância dos conhecimentos teóricos, técnicos e práticos da proteção radiológica.
“A radiação é imperceptível, não tem cheiro, não tem cor. O perigo existe, mas não o percebemos e passamos a subestimar esses riscos. Daí, a importância de identificar os fundamentos essenciais da proteção radiológica na prática clínica: a consciência situacional para identificar as fontes de radiação, entender os riscos e aplicar as medidas de proteção adequadas ao ambiente clínico; e a rede de suporte técnico para saber, diante de dúvidas, qual profissional é o mais indicado para cada tipo de problema”, comentou Jornada, em sua apresentação.
A terceira palestra “Radioproteção na Enfermagem: estratégias e boas práticas em serviços de imagem” abordou a importância desses profissionais e foi ministrada pela enfermeira supervisora da Unidade de Radiologia do HC, Mirella Leal, ressaltando ações de proteção radiológica como tempo de exposição, blindagem e e distância da fonte de radiação, além de diretrizes legais do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen nº 211/1998), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN Norma Nuclear 3.01), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa RDC 660) e Comissão Internacional de Proteção Radiológica (ICRP 26).
“É preciso incentivar a adoção de procedimentos que minimizem a exposição às radiações ionizantes e que garantam a biossegurança do paciente e a equipe”, explicou Mirella Leal.
Mais palestras
As demais palestras foram “Engenharia Clínica e Radioproteção: Segurança e Confiabilidade no Uso dos Equipamentos de Imagem”, com o chefe do Setor de Engenharia Clínica do HC, Leonardo Rezende; “Contribuições do STAR na Rotina Clínica do Setor de Radiologia”, com a técnica em radiologia e supervisora de graduação do HC, Francisca de Melo.
O evento prosseguiu com “Justificativa de Exames: A Visão Estratégica do Radiologista na Proteção Radiológica”, com a chefe da Unidade de Diagnóstico por Imagem (UDI); “Radiobiologia: Efeitos Biológicos da Radiação e Implicações na Prática Clínica”, com a docente da UFPE, Ana Maria Melo; e “Atuação da equipe de Enfermagem no Serviço de Medicina Nuclear”, com o enfermeiro da Unidade de Medicina Nuclear, Allisson Morais.
Sobre a Ebserh
O HC-UFPE faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Moisés de Holanda
Coordenadoria de Comunicação Social