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SAÚDE
Esclerose múltipla não tem cura, mas controle dos sintomas evita evolução da doença e dá qualidade de vida
Diagnóstico e tratamento rápidos ajudam a controlar os efeitos da doença, a dar qualidade de vida às pessoas e a evitar sequelas
Sintomas como formigamentos, visão embaçada ou dupla, fraqueza muscular, desequilíbrios e alterações urinárias sem febre e superiores a 24 horas são sinais de alerta para a esclerose múltipla, uma doença neurológica crônica, progressiva e autoimune. Especialista do Hospital das Clínicas da UFPE destaca a importância do diagnóstico precoce e do tratamento imediato para controlar os efeitos da doença, dar qualidade de vida às pessoas e evitar sequelas. Cerca de 40 mil brasileiros têm a doença.
“A esclerose múltipla não tem cura, mas os avanços terapêuticos das últimas décadas transformaram o tratamento. Atualmente, existem medicamentos capazes de controlar a atividade inflamatória e reduzir o risco de progressão, especialmente quando iniciados precocemente. Os pacientes continuam estudando, trabalhando, fazendo atividade física e conseguem ter um desempenho bom”, destaca o neurologista do HC, José Luiz Inojosa.
Por ser autoimune, a esclerose múltipla acontece quando as células de defesa do corpo atacam o próprio sistema nervoso central, cérebro e medula espinhal, destruindo o tecido protetor (mielina), que envolve as fibras nervosas, impedindo ou alterando a transmissão das mensagens do cérebro para as diversas partes do corpo.
O neurologista destaca que os sintomas descritos no início dessa matéria podem ser confundidos com outras doenças, mas não devem ser ignorados, daí a importância da difusão de informações e ações como as que acontecem no Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla, lembrado em 30 de agosto, e da campanha Agosto Laranja. O diagnóstico é feito por um médico neurologista por meio da avaliação clínica e de imagens da ressonância magnética.
“A doença não pode ser evitada por ser multifatorial, mas a adoção de um estilo de vida saudável (baseado na boa alimentação, atividade física regular e não fumar) pode ajudar a reduzir a probabilidade de desenvolver a condição”, completa Inojosa.
Tratamento multiprofissional
O tratamento da esclerose múltipla é multiprofissional e aborda três eixos principais: o controle dos surtos agudos com corticosteroides; o uso contínuo de medicamentos modificadores para alterar o curso da doença e prevenir novas crises; e a adoção de sessões de terapias e de reabilitação física para gerenciar dores, fadiga e perdas de mobilidade. Além do tratamento, hábitos saudáveis, como a prática de atividade física regular, alimentação equilibrada, qualidade do sono e não fumar são importantes.
A fisioterapia atua para minimizar as limitações dos pacientes, controlar a progressão da doença, maximizar a capacidade funcional das pessoas e contribuir para uma melhor qualidade de vida.
Outro ponto importante do tratamento é o acompanhamento psicológico, já que a doença pode trazer impactos emocionais, cognitivos, familiares e sociais.
Sobre a HU Brasil
O HC-UFPE integra a Rede HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
Texto de Moisés de Holanda, com revisão de Danielle Campos
Gerência Executiva de Comunicação Social da Rede HU Brasil