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Ação no Hospital das Clínicas da UFPE aborda os desafios da dermatite atópica
Coceira intensa e pele muito seca são alguns dos sintomas da dermatite atópica, uma doença crônica que, no Brasil, atinge duas em cada 10 crianças com menos de cinco anos de idade. A enfermidade foi tema de uma ação realizada aqui no Hospital das Clínicas da UFPE em alusão ao Dia Nacional da Conscientização sobre a Dermatite Atópica, data comemorada no dia 23 de setembro como uma forma de desestigmatizar a doença. A ação aconteceu pela manhã no hall da portaria 4.
Com o tema “Enfrentando o fardo invisível”, a ação foi organizada pelas profissionais do Ambulatório de Alergia e Imunologia, em parceria com o projeto de extensão Cuidar (Cuidados Integrais na Dermatite Atópica), a Liga Acadêmica de Pediatria e Neonatologia (Lapen) e a Liga Acadêmica de Dermatologia (Laderma), ambas do HC.
Segundo a alergologista e imunologista Dayanne Bruscky, as doenças dermatológicas podem gerar uma série de problemas além das lesões na pele, como ansiedade, alterações no sono e impactar a saúde mental da pessoa acometida pela enfermidade.
“Muitas vezes a dermatite atópica é vista apenas como ‘uma doença na pele’, mas a aparência das lesões traz um impacto que vai muito além do desconforto físico. O estigma e o bullying geram exaustão e ansiedade em quem convive com a condição, afetando diretamente a qualidade de vida do paciente e de sua família”, explicou Dayanne.
A equipe médica e os estudantes das ligas conversaram com os pacientes, acompanhantes e profissionais do hospital que passaram pela portaria. Durante a ação, foram distribuídos materiais educativos e folhetos informativos virtuais contendo orientações práticas sobre os cuidados e aspectos principais da condição.
A busca por um diagnóstico correto e o enfrentamento do preconceito marcaram os primeiros meses de vida de Bento Benevides, hoje com 10 anos, que lida com a dermatite atópica desde que era um bebê. Para sua mãe, Flávia Benevides, a conscientização é a principal ferramenta para mudar a percepção das pessoas sobre a condição e evitar o sofrimento e o isolamento dos pacientes.
“Uma ação como essa é fundamental. Passamos por um caminho difícil até o diagnóstico do Bento, enfrentando a falta de informação e o medo do preconceito. Muita gente ainda acha que é uma doença contagiosa, o que não é verdade. Trazer esse conhecimento para o público e para os profissionais ajuda a evitar o bullying e nos dá força para cuidar dos nossos filhos com dignidade”, destacou Flávia.
Sobre a HU Brasil
O HC-UFPE integra a Rede HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.