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SENSIBILIZAÇÃO
CH-UFC inaugura três Bancos Vermelhos em adesão à campanha mundial de combate ao feminicídio
O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (CH-UFC), vinculado à HU Brasil, inaugurou três Bancos Vermelhos, que são símbolo global da luta pelo fim da violência contra a mulher e pelo combate ao feminicídio. No Brasil, essa iniciativa foi institucionalizada pela Lei nº 14.942/2024.
Os bancos estão localizados em três pontos estratégicos do Complexo: no jardim próximo ao Hall Administrativo do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), no jardim da entrada da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (Meac) e em frente às Policlínicas Especializadas (Ilhas). Ao lado de cada banco instalado, constam também informações e contatos para denúncias.
Durante a inauguração, a superintendente do CH-UFC, Josenília Gomes, destacou a relevância da iniciativa diante do cenário de violência contra a mulher. Ela ressaltou que as mulheres representam cerca de 75% da força de trabalho do CH-UFC, o que torna ainda mais necessária a mobilização institucional em defesa da vida e dos direitos.
Josenília enfatizou ainda que o enfrentamento não deve ser uma causa exclusiva das mulheres, mas sim um compromisso coletivo. “Que esse momento simbólico, na verdade, mexa com a gente para que possamos, efetivamente, alterar caminhos. Que a gente tenha coragem de se sentar muitas vezes aqui, ocupando o espaço daquelas que não puderam, cientes de que nós representamos essa luta e que honramos a memória de cada uma delas, mantendo essa luta acesa”, declarou.
A gerente Administrativa, Rochelle Souza, também evidenciou que o banco é mais do que do que um elemento físico, mas um chamado permanente à reflexão e à defesa da vida das mulheres. Conforme ela mencionou, o feminicídio é a expressão mais extrema de uma violência que muitas vezes começa de forma silenciosa, por meio de agressões psicológicas, morais, patrimoniais, físicas ou sexuais. “Que este Banco Vermelho seja um símbolo permanente de respeito, dignidade e esperança. Que ele nos lembre, todos os dias, da importância de combater qualquer forma de violência contra a mulher e de fortalecer redes de apoio capazes de acolher, proteger e transformar realidades”, afirmou.
Meac é referência no atendimento a mulheres vítimas de violência
A Meac é uma das instituições de referência no Brasil no acolhimento a crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência sexual por meio do Programa Superando Barreiras. Os casos são acolhidos no Serviço de Emergência, que funciona 24h e todos os dias da semana, onde as vítimas recebem atendimento multiprofissional especializado e encaminhamentos para os setores de proteção social.
O gerente de Atenção à Saúde da Meac, Edson Lucena, destacou a missão do Superando Barreiras, afirmando também a necessidade de todos os profissionais da instituição disseminarem informações que contribuam para o enfrentamento da violência contra a mulher. “É necessário que nós capilarizemos o que fazemos aqui [no Programa] para alcançar mais mulheres e que possamos educar, principalmente homens, a combater a violência contra a mulher”, evidenciou.
A coordenadora do Serviço de Sexologia e responsável pelo Programa Superando Barreiras, Débora Britto, reforçou que o Banco Vermelho também é um espaço de memória e conscientização. Em sua fala, ela prestou homenagem a Clarissa Costa Gomes, vítima de feminicídio em julho de 2025, e a todas as mulheres que tiveram suas vidas interrompidas.
“Em memória de todas as mulheres que não voltam para casa. Elas não voltam pelo feminicídio. Não é uma tragédia simples, nem um acidente. É um crime a partir da escolha de um homem de exercer o seu poder da forma mais brutal sobre a vida de uma mulher. A violência do feminicídio é um golpe final que começa numa falta de educação em sexualidade, no desrespeito aos direitos humanos, no controle, no isolamento, no nosso silenciamento em compartilhar angústias”, relatou.
Ao falar sobre a importância do acolhimento e da assistência especializada, Débora ressaltou que o Banco Vermelho deve servir como um símbolo permanente de cuidado e proteção. “Que ele seja, de fato, um símbolo concreto de que aqui a gente escolhe cuidar e que não precisamos suportar a violência em silêncio. Que ele lembre, a quem passar por aqui, que existem caminhos, redes e nós, profissionais, que estamos alertas, estruturados e qualificados para ofertar esse cuidado”.
Contatos para denúncias
Se você é uma mulher em situação de violência ou conhece quem esteja passando por isso, os contatos de emergência são:
- Polícia Militar: 190;
- Delegacia de Defesa da Mulher: (85) 3108.2950;
- Central de Atendimento às Mulheres: 180.
A ligação é gratuita e o serviço funciona todos os dias da semana. Também é possível buscar proteção pelo WhatsApp, no número (61) 9610-0180.
Sobre a HU Brasil
O CH-UFC faz parte da HU Brasil desde 2013. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.
Por Marília Rêgo
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh