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HUMANIZAÇÃO
Humap-UFMS inicia visita ampliada e permanência de acompanhantes
Projetos reforçam vínculo e confiança entre paciente, familiares e o serviço de saúde
Com o objetivo de oferecer atendimento mais humanizado aos pacientes, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS), iniciou nesta segunda-feira (10/12) os projetos de visita ampliada nas enfermarias e de permanência de acompanhantes nos Centros de Tratamento e Terapia Intensiva (CTIs).
A visita ampliada busca dar mais tempo e liberdade para os acompanhantes dos pacientes internados no Humap-UFMS fazerem suas visitas no horário mais conveniente para eles, entre as 14 e 20h. Antes, os horários eram bastante restritos e com menor duração. Por exemplo, na Clínica Médica o horário de visitas era das 14h às 15h e das 19h às 19h30.
“A grande vantagem é que o visitante que trabalha, por exemplo, pode vir após o seu expediente. E também pode ficar das 14h às 20h, se desejar. Ou seja, além de o paciente ter mais contato com seus visitantes, também diluímos o fluxo de visitantes no hospital, reduzindo filas e concentração de pessoas na recepção”, explica o chefe da Clínica Médica e membro da Comissão de Humanização, José Wellington Cunha Nunes.
O horário de visitas das 14h às 20h foi definido através de uma pesquisa com os pacientes e visitantes do Humap-UFMS, realizada pela Ouvidoria. Dois visitantes podem ficar com o paciente nas enfermarias, podendo ser substituídos por outros visitantes, mas sempre respeitando o número máximo de duas pessoas por paciente.
Permanência de acompanhantes nos CTIs/UTIs
Há um ano o CTI Adulto do Humap-UFMS iniciou um projeto para permanência prolongada de acompanhantes de pacientes. Nesta segunda-feira (10/12) a permanência será ampliada para o CTI Pediátrico e UTI Neonatal.
Os acompanhantes podem permanecer no CTI Adulto das 9h às 20h.
De acordo com o chefe do CTI Adulto, Dr Jean Charles Monteiro Salgado, para muitos a UTI é um ambiente hostil, associado a sofrimento e dor, onde o paciente está cercado por muitos equipamentos, tecnologias complexas e profissionais especializados, que podem dar a sensação de que o tratamento é frio e impessoal.
“Esta medida (permanência de acompanhantes) tem proporcionado um tratamento mais individualizado e humanizado, centrado nas necessidades do paciente e da família, o que tem resultado em inúmeros benefícios, como diminuição da incidência de delirium, menos tempo de ventilação mecânica e menos tempo de internação em UTI. Além disso temos observado um reforço no vínculo e confiança do usuário e família com o serviço de saúde”, diz.
O projeto tem priorizado atender pacientes que se encontram em processo de despertar da sedação e em processo de “desmame” da ventilação mecânica, mas será estendido para todos os pacientes. “As evidências mostram que mesmo os pacientes sedados e mais graves também podem se beneficiar da presença daqueles que o amam e que estão integrados à equipe assistencial, com o objetivo comum de ter a saúde do seu ente querido restabelecida e tê-lo de volta ao convívio familiar”, ressalta o Dr Jean.