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SAÚDE
No Dia do Folclore, Humap-UFMS destaca que o cuidado com a saúde também deve ser transmitido de geração para geração
Se figuras e suas histórias são transmitidas entre gerações, muitos conceitos e informações sobre saúde também devem ser levados de geração para geração.
Se figuras e suas histórias são transmitidas entre gerações, muitos conceitos e informações sobre saúde também devem ser levados de geração para geração.
A lenda do Boto, por exemplo, nos traz um alerta: infecções sexualmente transmissíveis. Isso porque, a história folclórica fala de botos que se transformavam em homens, seduziam mulheres durante festas, as engravidavam e desapareciam depois.
Por isso, Alexandre Bertucci, médico infectologista do Humap-UFMS, orienta sobre prevenção: “Quando falamos em prevenção das infecções sexualmente transmissíveis, um dos conceitos mais importantes é o que chamamos de prevenção combinada. É a utilização de diversas estratégias, adequadas para cada paciente, como vacinação para hepatite B, HPV, testagem periódica, uso de preservativo ou outros métodos, profilaxia pré e pós-exposição para o HIV e, no caso de pessoas que vivem com HIV, o tratamento também entra como uma forma de prevenção combinada”.
Já o Boitatá é a famosa lenda de origem indígena tupi-guarani, descrita como uma grande serpente de fogo que protege as matas e os animais contra destruidores e caçadores. No mundo real, uma das causas da destruição das matas são as queimadas. Henrique Ferreira de Brito, Médico Pneumologista do Humap-UFMS, reforça que a qualidade do ar que respiramos é fundamental para a saúde não só dos nossos pulmões, mas do nosso organismo como um todo.
“Quando a qualidade do ar está ameaçada, seja pela poluição, por fumaça das queimadas, por foligem, por diversos agressores que a gente está sujeito no dia a dia, podemos levar para dentro do nosso pulmão e da nossa veia respiratória, agressores que podem causar inflamações e várias doenças, até mesmo infeciociosas” – comenta o especialista.
No combate aos malefícios das queimadas, é importante sempre lembrar de estar hidratado. “Geralmente nessa época do ano a gente tem um período de estiagem, isso reduz a umidade do ar e isso leva, então, o ar mais ressecado, que também é um agressor. Somam-se a isso, queimadas, o problema é potencializado” – completa Dr. Henrique.
E se tem alguém que entende de cuidado do ambiente que passamos boa parte de nossa vida, esse alguém é o Curupira. No ambiente hospital, é justamente esse cuidado que ganha evidência a partir do serviço de hotelaria da instituição. A chefe do setor no Humap-UFMS, Rosimeire Faccio que o foco é sempre a construção de um ambiente hospitalar mais sustentável por meio da gestão eficiente de água, energia, saneantes, resíduos, enxoval, alimentação, materiais e processos de higienização: “Precisamos priorizar a redução de desperdícios e custos, o uso racional dos recursos, a correta segregação e destinação dos resíduos, a conservação do enxoval, a eficiência energética, a redução do desperdício de alimentos e a adoção de critérios de sustentabilidade nas aquisições”.
Ela conclui enfatizando: “O objetivo não é simplesmente consumir menos, mas utilizar os recursos de forma eficiente, segura e responsável, conciliando sustentabilidade ambiental, eficiência econômica e qualidade assistencial, em prol de trabalhadores e pacientes.
A cantiga popular avisa sem rodeios: "Cuidado com a Cuca, que a Cuca te pega, te pega daqui, te pega de lá". A psicóloga do Humap-UFMS, Glaucia Mello Sanches, destaca que quando a saúde mental entra em colapso e a crise se instala, a sensação é idêntica: “O desespero aperta por todos os lados, o sono some, as ideias dão um nó e o medo tenta convencer a gente de que estamos sem saída. É aí que o acolhimento psicológico entra em cena para virar o jogo”. A especialista reforça que o ambiente deste acolhimento é sinônimo de espaço seguro de escuta atenta, sem julgamentos e sem tabus: “É onde a pessoa pode finalmente soltar o ar e falar da dor que parecia insuportável. Pedir ajuda desfaz o monstro e quebra o cerco.
Enquanto isso, a sereia de água doce nos lembra da importância dos cuidados da saúde da mulher. Iara possui, de acordo com o folclore, um encantamento irresistível e o domínio das águas. Por isso, a partir dela reforçarmos a saúde feminina: “A mulher de hoje desempenha inúmeros papéis, buscando dedicar-se ao máximo a cada um deles, como uma verdadeira guerreira. Mas, para manter-se forte e saudável, é importante estar atenta à sua própria saúde. Realizar exames periodicamente, manter uma rotina de cuidado pessoal, conhecer seu corpo e respeitar seus limites são ações essenciais” – destaca Fernanda Rodrigues, chefe da Unidade de Saúde da Mulher no Humap-UFMS.
É essencial sempre lembrar que o cuidado integral com a saúde da mulher vai muito além da prevenção de doenças. Envolve olhar para o corpo, a mente, as emoções, a sexualidade, a alimentação, o sono, a saúde ginecológica e para a qualidade de vida. ” Que a força da Iara nos inspire a lembrar que cuidar de si não é egoísmo, mas um ato de amor e de responsabilidade” – completa Fernanda.
Seja partir da fantasia do nosso folclore ou garantindo amparo e cuidado a partir dos serviços gratuitos do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS), vinculado à HU Brasil, salientar a importância da atenção com nossa saúde e fazer com que esta mensagem passe de geração em geração, é de extrema necessidade para a saúde geral das pessoas.
Sobre a HU Brasil
O Humap-UFMS integra a HU Brasil desde dezembro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.