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19 DE MAIO
Doação de leite humano: gesto de amor e solidariedade
Doar é um gesto de amor. E quando se trata do alimento mais precioso para um recém-nascido: o leite humano? A mãe sonha em oferecê-lo ao seu filho logo no primeiro encontro, mas nem todas conseguem. Quando os bebês prematuros e/ou de baixo peso ficam internados em UTIs neonatais, contam com a solidariedade de mulheres que estão em fase de amamentação e se disponibilizam a doar. Um gesto simples, mas cheio de benefícios.
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra 41 hospitais universitários federais, como o Hospital Universitário Júlio Muller, conta com Banco de Leite e Posto de Coleta que salvam vidas ao desenvolverem ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, como a distribuição de leite para os bebês prematuros. Como forma de chamar a atenção da sociedade, o Dia Mundial de Doação do Leite Humano é celebrado em 19 de maio.
O leite é a primeira alimentação humana, sendo considerado o melhor alimento para os bebês, por ter um papel essencial na proteção imunológica contra doenças infecciosas e desenvolvimento afetivo e psicológico do recém-nascido.
- Doação sob o olhar de quem recebe
- A professora Thamara Parteka, 32 anos, deu à luz a Violeta Parteka Pinheiro, nasceu de 38 semanas no Hospital Universitário Júlio Muller, em Cuiabá Mato Grosso dia 03 de maio de 2023. A prematura segue internada a 16 dias. Precisava ganhar peso com leite humano, mas Thamara não conseguia produzir a quantidade necessária e se o bebê não mama direto do peito a produção de leite não é estimulada. “Não extraía leite suficiente, então precisei do apoio da equipe do hospital e das mães que faziam as doações no Posto de Coleta”.
- Ela conta sobre a emoção de estar com sua filha no colo, “pegar minha bebê no colo e ter esse contato pele a pele, é a segunda vez que tive esse momento e estive pensando no privilégio das mães que podem estar com a criança o tempo todo no colo né, porque a gente está em um contexto de UTI então são pouco momentos do dia né” ela disse chorando.
- Ela Dá um recado a todas as possíveis doadoras “que pensem nesse momento tão precioso com seus próprios filhos amamentando esse momento de acalento tanto para mãe quanto para o filho e esse amor elas doam através do leite para os nossos filhos e isso gera vida né a sustentabilidade desses serezinhos. E agradece “sou muito grata por essa oportunidade e esse gesto é muito importante porque salva vidas” ela reforça.
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O HUJM da UFMT é considerado como um dos hospitais de referência, sendo um dos quatro pontos de coleta no Estado que faz o processamento do leite materno para atender as unidades maternas, sejam elas públicas ou privadas. Possui uma demanda diária de aproximadamente 10 litros de leite para os recém-nascidos da instituição.
Realiza também a coleta de leite na residência das doadoras, entrega vidros estéreis para a doadora e ela colhe em casa. A busca é feita por rota de região, depois retorna ao hospital e é processado, sendo utilizado para a oferta alimentar dos bebês que estão internados na própria instituição, tendo como algumas das situações de indicação o acometimento por alguma patologia ou a prematuridade”, explica a enfermeira assistencial Nely Alves de Castro Lima.
A sala de coleta contribui com o Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Júlio Muller, com uma quantidade em torno de setenta a oitenta litros de leite materno por mês. São feitos, em média 151 atendimentos mensalmente, a um total de 34 mães.
Doação sob o olhar de quem doa
Mulheres que têm leite excedente e não apresentam problemas de saúde podem doar leite materno. A médica veterinária e servidora pública Karen Cristina Poltronieri, 41 anos, doa leite humano desde o nascimento de sua primeira filha, em 2016. Doou também em 2020 e em 2022, com o nascimento da terceira. Ela carrega no peito a vontade de levar mais que um alimento a esses bebês internados. Começou por questões de saúde, mas quando entendeu a importância, não quis mais parar.
Com a ajuda do BLH do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam/Ebserh), em Vitória, Karen está entre as mulheres que mais doaram nos últimos meses, chegando, no início de maio, a um total de 40,8 litros. Ela faz questão de dizer que é muito feliz doando. “Inicialmente foi por necessidade, porque tenho um volume de produção muito alto e o leite empedra, então preciso retirar o excesso. Fiquei sabendo no BLH da necessidade da doação de leite materno, aí viciei . Saber que estou fazendo a diferença para alguns bebês que precisam tanto dá um sentimento muito bom de gratidão, de benção”, relata. Atualmente, ela extrai o leite em casa, armazena adequadamente e uma equipe do Hucam faz a coleta, assim como ocorre em muitos outros hospitais da Rede.
Onde buscar ajuda
Muitos hospitais da Rede Ebserh contam com serviços estruturados para dar o apoio necessário às mães doadoras, entre eles: O Hospital Universitário Júlio Muller da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT). Para mais informações de como doar ou como receber o leite, apoio a amamentação, o telefone para contato com o Banco de Leite do Hospital Universitário Júlio Muller é o 3615-7203.
Sobre a Rede Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Redação: Danielle Morais com revisão de Elthon Ribeiro, Deizileny Melo
Coordenadoria de Comunicação Social, Unidade de Comunicação Regional 28º
Foto 1: Thamara Parteka com a filhinha Violeta Parteka Pinheiro, durante a internação
Foto 2: Thamara Parteka durante a internação e Nely Alves de Castro enfermeira assistencial do Banco de Leite (HUJM/EBSERH)
Foto 3: Equipe do Banco de leite - Marli Eliane Uecker RT nutricionista, Rafael Olímpio da Silva - psicólogo da área hospitalar Nely Alves de Castro Lima- enfermeira assistencial
Foto 4: Geladeira que armazena os leites doados no BLH do Hospital Universitário Júlio Muller.