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QUALIFICAÇÃO
HUB sedia cursos de especialização em preceptoria no SUS
Debate, troca de experiências, participação coletiva e muito aprendizado. Assim são os encontros mensais realizados no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) por 40 preceptores, facilitadores do processo de aprendizado de estudantes e residentes. Fazem parte desse grupo médicos e profissionais de saúde do próprio HUB e da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), e integrantes dos Programas de Educação pelo Trabalho (PET) de universidades do DF.
Eles participam de dois cursos de especialização, feitos conjuntamente, o de Preceptoria de residência médica no Sistema Único de Saúde (SUS) e o de Preceptoria no SUS, sediados no HUB e ofertados pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Sírio Libanês. As 360 horas de duração, distribuídas de março a novembro deste ano, focam em metodologias ativas de ensino-aprendizagem para qualificar a atividade de preceptoria.
“Antes, levava-se em consideração apenas o conhecimento adquirido na universidade, mas hoje a visão é mais ampla, sendo necessário também ter competências, como habilidades e atitudes profissionais, o que exige participação mais ativa do aluno”, explica o médico e um dos facilitadores do curso, Alexandre Cavalca. De acordo com ele, os participantes saem da capacitação mais preparados para atuar no treinamento dos residentes.
A fisioterapeuta do HUB, Luciana Lima da Silva, que atua como preceptora da residência multiprofissional de fisioterapia em oncologia, concorda. “O curso tem agregado bastante, porque tenho conseguido usar a metodologia na prática, principalmente na estratégia em relação ao raciocínio do aluno”, afirma.
E a proposta é justamente essa. “O objetivo é tentar criar um perfil crítico e reflexivo nos preceptores, tornar o aluno mais protagonista de seu aprendizado e permitir que ele se desenvolva a partir de suas necessidades, individualmente e coletivamente”, reforça o fisioterapeuta e também facilitador do curso, César Miranda Lopes.
Preceptora há 15 anos, a oftalmologista do Hospital de Base, Adriana Aquino Costa, tem aproveitado a oportunidade. “Ao contrário do que ocorria na minha época, em que a transmissão do conhecimento passava do professor para o aluno, hoje o aluno participa muito mais desse processo. Estou realmente aprendendo muita coisa que eu não usava no dia a dia, o que acrescenta muito no ensino para os residentes”, relata.
Embora facilitadores, Alexandre e César também estão em processo de formação, já que a condução do curso faz parte da especialização deles em processos educacionais em saúde, também do Hospital Sírio Libanês. Segundo Alexandre, a expetativa é que o HUB possa formatar um curso próprio de preceptoria, com o objetivo de ampliar e multiplicar o conhecimento internamente.