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OUTUBRO ROSA
Rastreamento é a melhor estratégia para barrar avanço do câncer de mama
Foto: Canva
Brasília (DF) – O Outubro Rosa reforça a importância de levantar a bandeira do diagnóstico precoce como fundamental para a cura do câncer de mama. A doença, quando diagnosticada na fase inicial, apresenta cerca de 95% de chances de cura. Caroço e manchas escuras nos seios podem ser indicativos de que a doença está presente. Procurar ajuda médica imediata é um passo decisivo.
A presença de nódulos endurecidos na mama ou nas axilas merece atenção. Saída de secreção através do mamilo (sanguinolenta ou água de rocha), alteração no formato (mamilo invertido) e mudanças na pele como vermelhidão, inchaço, retração ou aspecto de casca de laranja também são sinais de alarme.
“Trata-se de uma doença multifatorial e há fatores de risco genéticos e ambientais envolvidos na carcinogênese [processo em que uma célula saudável se torna cancerígena]”, explica Maria Clara Carvalho, mastologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/HU Brasil).
Entre eles estão obesidade e sedentarismo, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, histórico familiar de ocorrência da doença, ausência de gestação e de lactação (mulheres que nunca engravidaram ou amamentaram), menarca precoce (ocorrência da primeira menstruação antes dos 10 anos de idade) e uso de hormônios sem orientação.
No entanto, Maria Clara chama atenção para alguns casos. “A gestação / lactação são, de fato, um fator protetor para o câncer de mama, porém, essa não é uma equação simples. É uma doença de fisiopatologia muito mais complexa e é impossível afirmar que a mulher que teve filhos está plenamente protegida, assim como também a mulher que não teve filhos está fadada a um diagnóstico futuro de câncer de mama”, destaca a especialista que reforça a importância da divulgação de informações científicas de qualidade para combater desinformações.
Prevenção
A prevenção do câncer de mama pode ser primária ou secundária. A primária visa à redução de fatores de risco da doença e incluem um estilo de vida saudável, como manutenção do peso adequado, alimentação saudável e prática regular de atividade física. A prevenção secundária consiste na detecção precoce, que inclui a visita regular ao médico para exames clínico e de imagens.
“Para mulheres de risco habitual, a recomendação é iniciar a rotina mamográfica [mamografia] anual a partir de 40 anos. Casos individualizados podem precisar antecipar a idade de início ou realizar o exame em intervalo menor, mas essa recomendação é feita de forma diferenciada a depender dos cenários que se apresentem”, comenta Maria Clara, que também destaca a importância de as pessoas conhecerem seu próprio corpo para que consigam identificar possíveis alterações.
Nesse sentido, as mulheres são o principal alvo do câncer de mama. Os homens representam cerca de 1% dos casos. “Para homens, não se indicam exames rotineiros de rastreamento. Em caso de alterações clínicas, percepção de nódulos ou outras alterações, devem procurar atendimento médico especializado”, conclui a mastologista.
Estatística
Entre 2026 e 2028, são estimados cerca de 78,6 mil novos casos de câncer de mama entre as brasileiras, o que equivale a mais de 200 diagnósticos por dia, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O câncer de mama é o tipo de neoplasia mais comum entre as mulheres no país (excluindo o de pele não melanoma) e no mundo, embora também possa afetar homens (representando 1% dos casos).
Ainda de acordo com o Inca, nesse período, a previsão é que sejam registrados 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil. Dos tipos mais prevalentes em mulheres, estão mama (30,0%), cólon e reto (10,5%), colo do útero (7,4%), pulmão (6,4%), tireoide (5,1%). As previsões confirmam que o câncer segue se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte, aproximando-se das doenças cardiovasculares.
Gerência-Executiva de Comunicação Social/HU Brasil